"Há muito tempo, com a Terra em chamas, 12 estações flutuavam no espaço, separadas. Mas um dia, a Mir passou pela Shenzhen e ambas perceberam que a vida seria melhor juntas. As outras estações viram isso e também quiseram se juntar. Quando todas se uniram, elas se chamaram de... a Arca."
"eu não tenho nada a perder mesmo" Foi a última coisa dita por Kiara antes de ser levada para a pequena sala cinza, onde ficou presa por alguns meses.
Kiara foi presa por roubo de remédios, sua mãe estava doente, ela estava prestes a morrer e os médicos não podiam fazer mais nada. Mas havia uma única solução, ela precisava tomar outros tipos de medicamentos, então Kiara teve que fazer algo, mas antes que ela pudesse pegar os remédios foi pega no flagra pelo seu próprio pai, ele a entregou.
Antes de ser presa, Kiara tinha conseguido um cargo de guarda na Arca, ela sempre teve uma paixão por lutas e saber que a Arca estava ensinando a lutar foi uma oportunidade imperdível pra ela.
A garota era muito amiga de Clarke Griffin, as duas eram inseparáveis, Kiara não tinha muito consume de confiar nas pessoas, mas por Clarke ela daria até sua vida se fosse nescessário.
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𝙺𝚒𝚊𝚛𝚊 𝙺𝚊𝚗𝚎 - point of view
- prisioneira 315, contra a parede. - a porta foi aberta por um guarda.
- O que é isso? - eu pergunto confusa indo em direção a parede, assim como ele mandou.
- Quieta! erga seu braço direito. - ele diz puxando meu braço com força.
- Isso está errado! ainda não chegou a minha vez, vou fazer 18 anos daqui a dois meses - eu digo desesperada e quando percebo que ele não estava ouvindo, dou um chute em seu rosto o fazendo cair no chão, então eu começo a correr.
saio do quarto ainda correndo, mas paro quando percebo os outros prisioneiros desesperados, o que estava acontecendo afinal?
Saio dos meus pensamentos quando percebo que o guarda tinha acordado, então tento correr para a direção oposta, mas percebo que foi uma ideia inútil ao ver mais dois guardas aparecendo, sinto um dos guardas puxar o meu braço e ejetar alguma coisa, e então, eu desmaio.
O som de vozes me fez acordar, eu examino cada parte do local que estava, mesmo que o cinto que me prendia a uma cadeira não ajudasse nisso.
Me espanto ao ver um garoto se soltando do seu acento e começando a flutuar.
- O que está acontecendo? - perguntei para uma garota de cabelos compridos que estava ao meu lado.
- Pelo que falaram, vamos pra Terra! - ela exclamou.
O quê?!
De repente, as telas que estavam em nossa frente ligaram, dando de cara com o chanceler Jaha.
- Atenção, prisioneiros da Arca. Vocês vão ter uma segunda chance, e eu espero que vejam isso não só como uma chance para vocês mas para todos nós, portanto, para a humanidade em si. Não temos ideia do que nos esperam na Terra, se as chances de vida fossem melhores teríamos enviado outros. Francamente, enviamos vocês porque seus crimes os tornaram... dispensáveis. - Sua voz foi abafada com alguns xingamentos das pessoas - Mas se sobreviverem, seus crimes serão perdoados e suas fichas serão limpas.
Assim que ele terminou de falar, as telas desligaram e um enorme barulho que mexeu com toda a nave me fez fechar os olhos, eu iria morrer.
O barulho parou de repente e vejo as feições das pessoas que antes estavam desesperadas, agora estavam calmos novamente.
- Nós pousamos! - Wells, filho do chanceler diz.
Todos tiraram os cintos e se reuniram em volta da enorme porta que estava fechada, ninguém tinha coragem de abrir e isso estava me deixando ansiosa.
- Fiquem afastados! - Um garoto disse indo até a porta segurando na trinca.
- Espera! O ar pode ser tóxico - Ouço a voz de Clarke e de repente meu coração se acalma. Era a Clarke, ela está aqui.
- Se for tóxico estamos todos mortos, não é como se nossa morte nunca fosse chegar. - Falou o garoto, dando de ombros e virando o rosto para a porta.
- Se não dá a mínima, o que você faz aqui conosco? - Clarke o olhou parecendo o examiná-lo. - se formos morrer, morreremos todos juntos aqui e agora. Você quer morrer, por acaso? - Ela continuou.
- Bellamy?
Uma voz feminina ecoou por todo o lugar, era a garota que estava sentada ao meu lado, ela veio até Bellamy e o deu um abraço apertado.
- Octavia, como você cresceu! - Bellamy disse retribuindo o abraço, o apertando ainda mais
- O que tá usando? Esse uniforme da Guarda...
- Peguei emprestado pra entrar no módulo de pouso - ele explica.
- Cadê sua pulseira? - Clarke pergunta para a garota.
-Eu posso? - virou a cabeça para a loira, a olhando de cima abaixo. - Não vejo meu irmão há um ano.
- Ninguém aqui tem irmão... Espera, você é Octavia Blake, não é? A que encontraram escondida debaixo do piso ano passado. - Um garoto disse mas se arrependeu quando viu que a mais nova iria para cima do mesmo.
Bellamy a segurou antes que ela pudesse fazer algo e logo ela se acalmou. Ela parecia odiar ser chamada daquele jeito, afinal, seu nome era outro. Talvez eu poderia me aproximar dela, ela não parecia ser uma pessoa ruim.
- Espera, O. Vamos fazer com que as pessoas te olhem de outro jeito - Bellamy indaga.
- Tipo?
- Tipo a primeira pessoa a pisar na Terra em cem anos. - Sorriu.
Antes da resposta de Octavia, Bellamy puxou a alavanca, deixando que um clarão de luz entrasse na visão de todos. Ela sentiu o ar e percebeu que havia errado. O ar é respiravel!
- ESTAMOS DE VOLTA, GALERA! - Octavia grita assim que pisa na terra, e isso faz com que todos gritem de volta.
Dei alguns passos cuidadosos até pisar na terra molhada. Era incrivel!
- Kiara? - Ouço a voz trêmula de Clarke se aproximando, me viro e vejo seu corpo parado em choque.
- Clarke! - Fui em sua direção e dei um abraço caloroso e apertado, que logo foi retribuído pela mesma.
- Nem acredito que está viva! - Ela diz sorrindo enquanto saia do abraço e olhando no fundo dos meus olhos. - Senti tanto sua falta, irmãzinha. - Ela continuou.
- Uau, o grande reencontro - Murphy diz irônico, o conhecia de vista pois sua sela era de frente para a minha, então as vezes trocavamos olhares.
- notas da autora -
perdão por qualquer erro, é minha primeira fanfic então relevem ok