No convento

45 3 0
                                        

Duas boas freiras
À rezar o credo

Mas em segundos
Resolveram quebrar
Seus votos e mandamentos.

E a perdição em lentos
Olhares e movimentos.

Com o hábito a se despir
E as mãos curiosas

E num beijo molhado
A se celebrar

Com línguas celestes
A se confundir

Nuas estavam
No confessionário

E as mãos se tocavam
Na intimidade.

E os seios chuparam
Qual esfomeadas

Pelo sexo ausente
Mas que agora era
Um presente.

E a língua tocou
Um clitóris imaculado

Enquanto a outra gemeu
No primeiro gozo

Então se tumultuaram
Em frenético frenezi

Com seus corpos colaram
E rapidamente chegaram

À um orgasmo divino
E, certamente,  Deus estava ali...

POESIA ERÓTICA Histórias para pegar e não largar. Descubra agora