.Capítulo 4.

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.Alice .

Já são 13:30 e o meu mais novo (desconhecido) paciente acabara de chegar. Desço as escadas e vou até a entrada da clínica.

Quatro policiais descem da van com ele. O próprio está com algemas nas mãos, nos pés e até mesmo no pescoço, e eles caminham até mim.

(Polícia) - Boa tarde, senhora. Cumprimento os policiais e vou com eles em direção ao quarto de Matteo.

Coloco o meu cartão na fechadura da porta e ela abre. Eles entram.

- Tirem as algemas dele, por favor.

- Doutora, ele é perigoso. Eu não acho apropriado... - corto antes de terminar a frase e chego perto de Matteo.

- Se eles te soltarem, você irá me machucar ou aos policiais? - ele balança a cabeça para um lado e para o outro em sinal de não.

- Podem soltar ele - o policial retira as algemas.

- Doutora, qualquer coisa estaremos do lado de fora - eu apenas concordei. Ele estava na minha frente me olhando, eu olho para ele e permaneço calma.

- Boa tarde, Matteo - estendo minha mão até ele. Ele logo faz o mesmo e fala calmamente.

_ Boa tarde, doutora _ Souto de sua mão.

_ Eu serei sua doutora a partir de agora. Irei trazer seus remédios de 2 em 2 horas. O banheiro é aí; para ter acesso a ele, você tem que apertar aquele botão e a porta abrirá. Para fechar, a mesma coisa. No seu guarda-roupa, tem as suas roupas. Na cama, há 2 gavetas que ficam embaixo da cama; lá possui papel e lápis. Se acontecer alguma coisa, é só apertar o botão que fica ao lado da sua cama e eu virei correndo. Alguma pergunta?

_ Sim _

_ Pode falar, Matteo _

_ Qual é a sua idade? _ Eu já sabia a resposta, mas queria saber se ela iria mentir.

_ 18. Ainda estou fazendo a faculdade, mas só à noite; durante o dia, trabalho _ Eu já sabia disso. Mal sabe ela que nunca mais irá trabalhar ou estudar.

_ Matteo, posso lhe chamar assim? _ Ela me pergunta. Eu gostaria de falar que ela só pode me chamar de amor, mas acabo falando:

_ Sim, me chame como preferir _ Ela então responde.

Então será Matteo. _ Ela fala com um tom educado e tranquilo, calma. _ Já almoçou? _ Ela pergunta.

_ Sim. _

_ Bom, eu volto daqui a duas horas, ok? _ Ela já ia indo embora, mas a seguro pelo pulso. Porém, ela recua. Eu sei o motivo, e ela me olha como se eu tivesse feito a pior coisa.

_ Mas ainda estou com fome. _ Minto, e é a única coisa que consigo falar.

_ Vou lhe trazer umas frutas. _ Eu apenas concordo e ela se vai.

O Mafioso e a Suicida!Onde histórias criam vida. Descubra agora