.Capítulo 5.

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.Alice.

Quando Matteo segurou o meu pulso, as imagens daquele homem voltaram com tudo. Vou até o banheiro feminino, apenas com o intuito de me acalmar, mas as lágrimas são inevitáveis.

**Flashback**

_ Por favor, não faça isso, por favor, para! _ "Eu chorava e ele não parava."

_ Isso é para você aprender, sua vagabunda! _ "Ele me puxou pelo braço, me amarrando na cama. Eu gritava mais e mais; ele não estava nem aí."

_ Por favor, não por fa...vô...r. _

Ele me deu um tapa no rosto, me espancou e, como se não estivesse satisfeito, ele pegou uma faca e começou a deslizar ela pelo meu corpo inteiro. Eu já não tinha mais voz para gritar ou para implorar.

.Presente.

Ao me olhar no espelho, minha aparência está decadente.

Estava indo para a cantina, até que avistei a Valentina sentada na mesa de cabeça baixa. Vou até ela.

_ Oi, minha linda. _ "Ela não me respondeu, o que vindo dela não é normal. Acabo insistindo:_ Valem, o que foi?

_ Tia, é que eu não tenho ninguém. Tô me sentindo sozinha. _ "Os olhinhos dela estavam vermelhos e com lágrimas, assim como marcas que mostram que ela já tinha chorado."

_ Tia, posso ficar o dia inteiro com você? _ "Ela me olhou com os olhinhos brilhando. Como eu falo que não? Mas e se o Matteo fizer alguma coisa com ela?"

_Sinto muito, linda. Você não pode._ "Ela me olha com os olhinhos cheios de água. Essa carinha não..."

_Por favor!! _ "Ela falou chorando. Aff, ela ganhou.

_ Tudo bem, você pode ficar comigo. _ "Ela dá um pulo no banquinho e me abraça; apenas devolvo".

Caminho até a cantina da clínica, recolho uma bandeja com os remédios de Matteo, algumas frutas e um danone. Valentina não quer me soltar por nada neste mundo; ela queria levar o danone e, adivinha? Deixei.

Sei que estou colocando-a em perigo, mas aquela carinha...

Pego o elevador e vou até o terceiro andar. No quarto de Matteo, há dois policiais com fardas pretas. Valentina fica um pouco receosa.

_ Tia, por que tem policiais aqui? _

_ É apenas por segurança, meu bem. _ "Tento confortá-la; a curiosidade dela é demais, kkkkk."

Entro no quarto com Valem. Não o vejo no quarto; ele deve estar no banheiro. Assim que pensei isso, ele sai do banheiro, muito cheiroso, por sinal.

Ele olha para mim e para Valem.

_ Oi! _ Valem começa.

_ Olá! _ ele a cumprimenta.

_ Matteo!, vim trazer sua refeição e seus remédios. Aqui está _ coloco a bandeja em cima da mesinha.

_ Tuce pra você _ "Valem vai até ele e entrega o danone." _ E de morango, você vai gostar _ ele aceita.

_ Muito obrigado!

_ Matteo, essa é Valentina. Ela queria porque queria vir comigo. Tudo bem se ela vier algumas vezes aqui? _

_ Claro, meu anjo! _ cora na hora, "anjo."

_ Bom, Matteo, eu já vou indo _ "vou em direção à porta." _ Voltarei para buscar a bandeja. _

_ Ok! _ saio.

Valem ainda tem o sono da tarde, então já coloquei-a para dormir. Arrumo minhas coisas e já estou indo embora.

Vou até o quarto do Matteo. Ele está sentado na mesa fazendo alguma coisa com papel e lápis. Eu acho que ele está desenhando.

_ Sim, anjo! _

_ Já estou indo embora, sua janta a enfermeira irá trazer. E, por favor, não me chame mais assim. _

Ele se levanta e vem até mim; eu vou recuando com os seus passos até bater na parede. Ele coloca as mãos na parede, impedindo que eu saia.

_ Você é minha, e eu te chamo como quiser, anjo. _ Ele dá um leve sorriso de lado e me solta. Saio do quarto um pouco atordoada com isso, acabo esquecendo até mesmo a bandeja.

Volto ao meu armário, termino de pegar minhas coisas. Como não tenho faculdade, vou direto para casa.

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.Autora. 😊

Boa leitura!😁

O Mafioso e a Suicida!Onde histórias criam vida. Descubra agora