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          Hospital de Busan- 2000

Park Jina naquela madrugada já não aguentava mais gritar de dor, seu segundo filhote estava dando trabalho para poder nascer e isso preocupava os médicos,  sua gravidez já era de risco então a situação estava preocupante.

Jina estava fraca e sem apoio nenhum,  o alfa que ela chamava de marido não estava presente para acompanha-la e seu primogênito não pode entrar pois só tem 10 anos.

- AAAHHH - mais uma vez Jina gritava de dor na sala de parto - filho, por favor ajuda a mamãe e nasce looogoo - fez força novamente e encostou a cabeça já cansada - Não dá mais,  eu não aguento - as lágrimas já transbordava de seus olhos.

O sentimento de incapacidade o atingiu, estava sem forças para trazer seu filhote a vida. Sentia medo de seu pequeno jimin não poder vir ao mundo e acabar morrendo,  se isso acontecer ela não saberia mais como viver sem esse sentimento de culpa.

- senhora Park tenha força, seu filhote já está quase nascendo, não desista - o médico tentou consolar a ômega já cansada. - na próxima contração você faz força que eu tenho certeza que seu bebê nasce, se não conseguir iremos fazer a Cesária.

Jina não poderia desistir agora, então ela respirou fundo e quando ela ia fazer força novamente,  ela escutou um alvoroço do lado de fora e um alfa de aparência velha invadiu a sala de parto e ela ficou assustada, bem na hora que ele teve mais uma contração e fez o máximo de força que conseguia.

Um choro alto de bebê pode ser escutado e Jina deitou na maca totalmente cansada mas feliz por ter conseguido fazer seu bebê vir ao mundo.

- seu lindo menininho nasceu - escutou o doutor falar e sorriu quando ele se aproximou com o filhote perto de seu rosto e o entregou em seus braços por um instante.

A ômega tinha se esquecido totalmente do alfa que tinha entrado na sala, só se deu conta quando sentiu o cheiro que ela tanto odiava. Odiava o cheiro de cravos de Park Chul-mo.

- ele é loiro - até  voz do alfa dava ânsia na ômega, mas ela ficou com medo pelo tom de raiva que o alfa tinha se referido ao filhote.

Ele iria falar mais alguma coisa, mas um cheiro extremamente forte invadiu a sala fazendo alguns enfermeiros desmaiarem e alguns médicos marcados cambalearem meio tontos.

Aquele cheiro doce de pêssegos com uma pitada cítrica de morangos demonstrava que aquele filhote era um ômega lúpus de linhagem extremamente rara, isso deixou Chul-mo extremamente irritado.

- além de ser a porra de um ômega  é de espécie rara! - praticamente gritou com a ômega que apertou seu filhote que começou a chorar em seus braços com medo do que ele poderia fazer. - você é uma imprestável- deu um tapa na cara da ômega que começou a chorar em silêncio.

Os médicos estavam desnorteados ainda,  então não viram o alfa bater na ômega.

- inferno! - ele rosna irritado e começa a andar de um lado para outro - tenho que sumir com essa criança - ele falava sozinho.

Jina entrou em desespero, não podia ficar sem o seu filhote.

- NÃO! - gritou desesperada - meu filhote não por favor - soluçou - eu faço o que você quiser mas não tire meu filhote de mim por favor.

A ômega implorava ao alfa para não fazer nada com o seu anjinho, o fruto do seu verdadeiro amor.

- ESSA CRIANÇA É UMA ABERRACÃO! - o alfa gritou descontrolado.

- senhor se acalme se não vamos ter que seda-lo - a enfermeira falou tentando o acalmar mas se calou assim que viu o alfa sacar a arma de seu bolso e apontar em sua cabeça.

- Cala a porra dessa boca sua cadela -  ele tornou alto fazendo os ômegas se encolherem - eu faço o que eu bem querer está me ouvindo.

O pequeno ômega começou a chorar alto devido o rosnado fazendo o alfa se estressar mais.

- alguém faz esse merda calar a porra da boca! - Chul-mo  estava se descontrolando cada vez mais.

- calma meu bebê - Jina tentava aclamar seu pequeno filhote em meio de lágrimas - mamãe está aqui meu amor, tá aqui shiii.

O ômega foi se acalmando aos poucos e Jina olhou para aquele homem que ela chama de marido o emplorando por piedade.

- por favor chul - fez voz de súplica.

- INFERNO! - gritou e saiu da sala batendo as portas.

O velho Chul-mo começou a andar de um lado para o outro sem saber o que fazer, sua ideia era matar aquela criança maldita. Mas um estalo surgiu em sua mente e o fez sorrir maldoso, pegou o seu celular e ficou rápido uma sequência de números.

"Fala chul, qual a boa"

"Preciso do favor que você me deve" - foi curto e grosso. - "Preciso que pegue alguns matérias da Ho pra' mim.

"Você sabe que se ela descobrir você e eu somos mortos e eu sou muito jovem para morrer" - fez uma falsa voz de choro e começou a rir.

" você vai ou não Caralho!" - estava se exaltando.

"Você sabe que eu consigo"

"Ótimo, preciso de tudo o mais rápido possível, em menos de um ano quer uma casa pronta revestida do melhor material possível".

" tá tá, mas porque disso agora em?"

" Não é da sua conta ômega, faça o que eu mandei" e desligou.

Andou em passos rápidos até a recepção onde seu filho mais velho estava, o seu orgulho por ser alfa.

- jay - o alfa chamouo menor e se abaixou perto do mesmo - escuta bem o que eu vou te falar, seu irmão nasceu uma aberração e precisamos tirar ele daqui imediatamente me ouviu? - o pequeno apenas concordou - vá até a maternidade daqui a 25 minutos, é a hora que vai ter a troca de enfermeiras e tire-o de lá.  Me entendeu?

- sim papai eu entendi - o alfinha ainda estava meio confuso, como assim seu irmãozinho mais novo era uma aberração.

O pequeno jay não entendia de fato, mas não podia contrariar seu pai, tinha que seguir suas ordens.

- Ótimo! - então o alfa se levantou.

Pegou seu celular e novamente entrou em  contato com mais pessoas para haver o desligamento das câmeras  de segurança.

Viu se tinha alguma casa alugando no meio da Mata até sua fortaleza estiver pronta.

Ele não se livraria daquela criança por agora, mas iria fazer ela sofrer até o último dia da sua vida.

Ou ele não se chamava Park Chul-mo.

.........

O primeiro capítulo era o de antes pq eu tinha modificado ele antes. Amo vcs.

|Mary.

The Rare Ômega Boy | Jikook {ABO}Onde histórias criam vida. Descubra agora