Capítulo 86

52 9 0
                                        

Agora estávamos deitados no chão um pouco exaustos pelo o que tinha acabado de acontecer.

— Arlequina Luna, é gostoso de ouvir.

Falei enquanto acariciava seu rosto.

Ele me olhou dando um sorriso e deu um selinho na minha mão, depois pegou sua cueca e se levantou a vestindo em seguida.

Dei um suspiro me levantando também. Silvio ficou de frente para a grande janela vendo a cidade dali, logo acendeu um cigarro começando a fumar.

O mesmo me contou sobre sua presidência, seus planos e tudo mais, tinha algo haver com os nazistas do passado, seria meio que um recomeço para o povo dele em relação a algum projeto novo.

— Deve dá um alívio ter isso nas suas mãos agora né. — Falei.

— Com certeza. Agora são os nossos inimigos que vão sentir medo. Se alguém se atrever a criticar qualquer decisão do novo presidente, os pais, os filhos e qualquer pessoa que ame, vai ser mandado pra outro lugar e..

Na hora que ele se virou, o barulho de tiro ecoou alto por ali. Eu havia atirado uma bala certeira no peito dele, que colocou a mão no local me olhando enquanto começava a sangrar.

— Foi mal, é que eu prometi pra mim mesma que dá próxima vez que eu namorasse, ia prestar atenção nos sinais e se eu visse algum, iria fazer a coisa certa. Matar o desgraçado. — Ele caiu no chão. — E matar crianças.. isso é meio um sinal.

O mesmo começou a se rastejar por ali sujando todo o piso.

— Eu sei, eu sei, eu sei o que você iria dizer. "Arlequina por que você não foi embora" e eu ia dizer "Porque você tá gritando comigo, eu não sou surda, eu tô do seu lado." — Falei meio alto. — Depois eu ia dizer.. se o seu dedo pra homem é ruim como o meu, eles não vão embora e ponto, eles furam seu pneu, matam seu cachorro e falam que a música que você gosta não é música de verdade e toda essa maldade...

Soltei um suspiro pesado enquanto algumas lágrimas caiam em meu rosto.

— Acaba com você depois de um tempo.

Conclui vendo ele parar de se mexer e dar um último suspiro naquele chão.

— E você era tão gatinho.! Que descanse em paz aquele monstro maravilhoso que você tinha no meio das pernas, mas.. no geral, acho que você é mais bonitinho assim, sem aquelas ideias podres na sua cabeça.

— Nem acredito que tinha uma bala aqui. — Olhei para a arma entortando a boca.

Escutei passos vindo de fora, então tratei de sair dali antes que vissem aquela cena, o que provavelmente me faria ser presa.

Obviamente sai pelos fundos correndo o mais rápido que consegui, o que foi meio difícil já que aquele vestido me fazia tropeçar em meus próprios pés.

Fiquei parada na calçada já longe dali esperando aparecer algum táxi, quando o vi acenei, logo o motorista veio até mim parando.

— Hola. — Cumprimentei ele abrindo a porta e entrei no automóvel. — Vamos para o hotel principal da Flórida, amiguinho.

— Como quiser. — O mesmo me respondeu dando partida.

[...]

— Muito obrigada pela viagem querido, tenha uma boa noite.

Falei saindo do carro, porém quando fui entrar no hotel ouvi o moço me chamar.

— Tem que pagar.

— Ah claro, eu vou subir lá em cima e pegar o dinheiro, fique aí. — Sorri forçadamente adentrando com certa pressa.

Toxic Love Enough or Nothing | CONCLUÍDAOnde histórias criam vida. Descubra agora