Pov: Sueyn
Caminho por entre os corredores confusos desse hotel, faz mais de 3 meses que fui achada pelo meu pai, e desde então tenho tudo aulas da língua nativa daqui junto com etiqueta dos japoneses.
Ando por diversas funcionárias e funcionários, todos sempre abaixam sua cabeça para me cumprimentar e sempre acabo respondendo errado.
- Bom dia jovem lady_ suspiro cansada ao ouvir uma voz realmente irritante.
- Meu pai te enviou, né? Zion..._ atualmente consigo falar e entender o japonês, mas ainda tenho a dicção de uma espanhola.
- O que você acha, lady?_ encaro o idiota do meu guarda costa.
Ele foi designado para mim um pouco mais de três dias após chegar aqui, convenci o rosado e me deixar livre dele durante todo meu tempo dentro do hotel, só que pelo que parece não durou muito. Tirando isso sua aparência é familiar, talvez porque ele seja mestiço, tipo tem muita características estrangeiras e eu fui rodeada de gente estrangeira.
- Acho que deve me deixar em paz loirinho_ volto a andar.
Não sei explicar muito bem, mas estou meio que sentindo falta das comidas espanholas ou melhor de tudo que conhecia na Espanha. Sem me dar conta, acabo chegando no térreo, quase lotado, só tinha vários hóspedes e empregados por toda parte, ainda sim o lugar estava silencioso.
- Lady, melhor subirmos, o chefe não quer que venha ao térreo_ me estresso.
- Olha se ele não quer o problema é dele, vou ficar aqui e se ousar me tocar te darei um tapa ou farei escândalo_ vou até um sofá e me sento.
Fico ali lendo as revistas da mesinha, todas chatas e antigas, solto um longo suspiro. Por quanto mais tempo terei que ficar trancafiada nesse hotel, se a piscina estivesse funcionando seria algo para passar o tempo ou talvez também seria proibida de ir até lá.
- Com licença?_ volto minha atenção ao balcão, tem um homem de sobretudo, calça social e chapéu, tudo de coloração preta conversando com a balconista_ Gostaria de uma....._ ele fala baixo, ou seja, não escutei sua pergunta, mas a cara da recepcionista é péssima.
- Por favor, tenho filhos para cuidar_ outros caras, usando o mesmo estilo, entram. Fico alerta, até o do balcão sacar uma arma e atirar para cima.
Gritos ressoam antes de um massacre, só sinto ser puxada para longe dali, balas atravessam vários ao meu redor. Minha respiração acelera, me solto do Zion, como que por extinto corro até a saída de emergência do prédio.
- LADY!_ o escuto correndo atrás de mim, mas sempre fui rápida, empurro a porta e me surpreendo com um tiro que bate na lataria_ CUIDADO!_ sou posta no chão e protegida pelo loiro.
A porta se fecha e outro tiro é feito, mas dessa vez vindo de perto de mim, o loiro atirou em alguém já que ouso um gemido de dor. Volto a ser puxada, dessa vez não tento ir para frente, apenas deixo o garoto me guiar.
- Entra no carro e aperta o botão azul no painel, após isso se esconde no banco de trás_ fico confusa, não notei que fomos ao subsolo, seguro sua mão mais forte antes que solte_ Lady_ fungo negando com a cabeça.
- Não me deixe sozinha!_ seus olhos cintilam uma emoção que não sei distinguir.
- A lady não vai ficar sozinha, logo estará com o chefe_ volto a negar_ Por favor..._ ele é interrompido.
- ELA ESTÁ AQUI!_ agora entendo, estão atrás de mim, sou empurrada.
- VAI!_ acato sua ordem, nada feliz, entro no automóvel e faço oque me foi instruído.
Do nada, o carro levanta vidros mais escuros e foscos, um ronco alto é emitido. À minha volta tudo se mexe, o veículo está andando sozinho, balas batem na lataria enquanto arranca gritos assustados de mim.
Volto a respirar rápido, uma crise de pânico, tive uma quando menor, mas só aconteceu por ter me perdido em supermercados e shoppings. Ponho minha mão na boca para forçar o ar a entrar e sair pelas minha narinas.
Fico encolhida por um longo tempo, pelo menos até escutar um apito, levando meu olhar para fora, noto que estou longe do período, talvez. Saio do carro alerta, ainda com minha respiração falhada, estou de frente à um prédio super alto.
- Espero que seja seguro_ digo a mim mesma, forço meus passos para a entrada e logo sou surpreendida por um homem quase da minha altura de cabelos e pele clara, com grandes olhos negros que em baixo segue um conceito de: "não dormi faz uma semana".
- Posso ajudar?_ mordo o interior do meu lábio contendo o choro.
- So-Sou fi-filha de-e San-Sanzu e-e...._ não termino minha fala já que do nada rola uma explosão.
Viro para a fumaça, era ali que ficava o hotel, pessoas morreram e tudo que queriam era eu, meus joelhos cedem me fazendo cair com os mesmos no chão. Fico ali paralisada, remoendo tudo que tinha acontecido em pouco tempo, e por fim sinto mãos acolhedoras em meus ombros.
- Vou achar os responsáveis_ a voz do desconhecido é como de um irmão mais velho_ Vamos para dentro_ sou levada com cuidado ao elevador, enquanto o mundo a volta se surpreende com o ocorrido.
- Zion..._ lembro do meu guarda costa chato, que me aturou até agora, se tivesse ouvido e ido para meu quarto talvez, só talvez, ele estaria vivo.
Vejo o desconhecido pelo reflexo da caixa de metal, sua aparência é de alguém com sérios problemas de anemia, mas só isso vem à minha cabeça agora, isso é a única coisa que posso pensar para não me culpar.
Assim como na minha infância, o mundo ficou silencioso, só escuto meu coração e a minha respiração, isso me deixa mais ansiosa, ainda mais culpada também. Meus olhos ardem e mesmo assim nenhuma lágrima ousa descer, um arrepio corre no meu corpo, agora noto que vou para frente e para trás como um pêndulo.
- Medo.... _ digo essa única palavra antes das portas se abrirem, em um lapso de segundo, vejo minha eu mais nova chorando nos braços da minha mãe e a mesma me consolando. Assim que volto a realidade vejo meu pai com cara de medo, um medo tremendo.
- SUEYN!_ corro para os braços do rosado, é reconfortante, a mesma sensação de segurança que sentia com a mamãe, fecho meus olhos me escondendo em seu ombro e finalmente chorando.
~Continua~
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An Almost Perfect Father - Tokyo Revengers
FanfictionUma ligação misteriosa, um contêiner fedendo e um passado difícil de se esquecer. "Não posso deixá-los morrer aqui!"_ um soco tão forte que a própria pele se rasga. "Como ela cresceu"_ um murmúrio carregado de melancolia. "Isso só aconteceu porqu...