|Concluída|
Jeongguk cresceu acreditando que amar outro homem era um pecado, porque foi isso que seu pai, um fanático religioso, enfiou em sua mente com palavras, gritos e castigos. Anos sob a sombra de uma fé distorcida o fizeram esquecer quem era...
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"Quando você gosta de uma flor, você a arranca. Quando você ama uma flor, você a cultiva."
Buda
Alguns dias antes do julgamento do Taehyung, Jeongguk e o doutor Choi estudavam todas as possibilidades, agora eles estavam no escritório do Jeon, em seu apartamento. Estavam ali há mais de duas horas ininterruptas.
— Por hoje é isso, eu preciso ir embora, está tarde. — Jungwoo retirou os óculos de leitura, se colocou de pé, pegando sua maleta e sendo acompanhado por Jeongguk até a porta de entrada do apartamento.
— Obrigado por tudo o que você tem feito. Acho que preciso te dar um aumento.
— Não é necessário, eu estou ganhando muito bem para isso.
— Mas eu sei que estou exigindo muito de você, Jungwoo. Não faz parte do seu trabalho ficar aqui até tarde.
— Jeongguk, eu aceitei o caso porque me preocupo com você, e porque sei que aquele rapaz é inocente, isso virou questão de honra. Se não vencermos esse processo, a minha fé na humanidade, que já anda abalada, se tornará quase inexistente. Bom descanso, até amanhã.
— Até.
O senhor Choi se foi, deixando Jeongguk sozinho mais uma vez. Era por volta das dez horas quando tomou um banho e colocou o pijama. Deitou na cama, tentando descansar um pouco enquanto encarava o lado da cama onde seu hyung costumava dormir, a cama parecia tão grande e fria quando ele não estava ali. Quanta falta ele fazia, os dias e especialmente as noites eram tão vazias sem ele.
Jeongguk perguntou-se o porquê de toda aquela confusão, por que não podia ter um pouco de paz? Por que não podia desfrutar da felicidade ao lado de quem escolheu para amar?
Como estava cansado, não demorou muito até pegar no sono, mas despertou cedo no dia seguinte. Precisava de respostas, e com tudo o que vinha acontecendo, Jeongguk se afastou um pouco da espiritualidade. Depois de se trocar, dirigiu até o templo budista que havia visitado há meses atrás, precisava resgatar o seu contato com o divino.
O céu brilhava tímido naquela manhã, escondido atrás de algumas nuvens e os ventos frios sopravam, bagunçando seu cabelo. Jeongguk tomou a liberdade de adentrar o espaço, tirando os sapatos, reverenciando a imagem exposta na entrada e pedindo permissão aos espíritos que ali habitavam antes de entrar.