Capítulo 2

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Lee Felix

Tive a “ótima” ideia de contar para o Jisung o que fiz ontem. Agora estava ouvindo ele me xingar em meia dúzia de línguas inventadas.

— Você é completamente maluco! O que tinha na cabeça? E se ele fosse policial?

— Policial ele não era. Aquele cara tinha mais cara de mafioso.

— Pior... — Jisung suspira fundo, estreitando os olhos. — Só me responde uma coisa, onde você pegou essa arma?

— Na gaveta do meu pai.

— E pra quê você pegou uma arma?

— Pra me proteger.

— Teu pai é policial, Lix! E você nem sabe atirar!

— Quem disse que eu não sei?

— Você é doente — ele passa a mão no rosto, exasperado. — Tá, mas... conseguiu hackear o celular do Minho?

— Eu tentei. Mas todos os aplicativos tinham senha e uma segurança absurda. Não consegui ver se ele falava de você... desculpa.

Jisung suspira, mas dá de ombros.

— Tá tudo bem. Quer esquecer isso com um sorvete?

— Bora.

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Hwang Hyunjin

Minho falava sem parar, mas eu mal ouvia. Minha mente só conseguia voltar ao garoto da festa. Como ele tinha conseguido uma arma? E por que diabos ele era tão bonito? Puta merda... aquele garoto não saía da minha cabeça.

— Hyunjin... Hyunjin... HYUNJIN!

— Hm? Oi.

— Você ouviu o que eu tava dizendo?

— Claro.

— Então repete. O que eu falei?

— Você tava falando... É... o que você tava falando mesmo?

— O que aconteceu com você? Desde a festa você tá estranho.

— Um garoto apontou uma arma pra mim.

— Ele era policial?

— Acho que não. Parecia estar na faculdade.

— Você lembra dele?

Fecho os olhos, a imagem clara na memória: loiro, olhos escuros, sardas espalhadas pelo rosto... e a tatuagem.

— Ele tinha cabelo loiro, olhos escuros, sardas... e uma tatuagem de lua no pulso.

— Tipo essa aqui? — Minho pergunta, mostrando no celular uma foto de tatuagem em forma de lua.

— Tipo essa aqui? — Minho pergunta, mostrando no celular uma foto de tatuagem em forma de lua

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— É assim mesmo.

— E ele era assim?

Minho fala, mostrando outra foto com o garoto.

 Caralho, que garoto lindo, mano! — eu solto, sem conseguir disfarçar

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Caralho, que garoto lindo, mano! — eu solto, sem conseguir disfarçar.

— Hyunjin. — Minho corta, sério.

— Oi. — respondo, meio sem jeito.

— Ele foi o cara que te apontou uma arma? — Minho pergunta direto.

— Sim. — digo curto.

— Puta que pariu. — Minho respira fundo — Hyunjin, ele é amigo do garoto que eu gosto. O nome dele é Felix, e o pai dele é policial... Espera: se portar arma é ilegal e o pai é policial...

— Deve ter roubado do pai — eu dou de ombros, divertindo-me com a ideia. — Que feio. O filho do policial quebrando as regras.

— Hyunjin, por que você tá rindo desse jeito? — Minho me observa, desconfiado.

— Porque ele me parece interessante. Acho que daria um bom mafioso. — solto a frase leve, quase um elogio.

— Tá querendo chegar aonde com isso? — Minho aproxima o celular, olhando a foto de novo.

— Você estuda com ele? — pergunto.

— Sim.

— Faz um favor: observa ele pra mim.

— Por que sempre sobra pra eu que fazer esse tipo de coisa? — Minho resmunga.

— Porque você é meu amigo, estuda na mesma escola que ele e eu sou seu chefe. Ou prefere morrer? — respondo com um sorriso torto.

— Prefiro morrer — ele fala sem hesitar.

Pego a arma do coldre e, por instinto idiota, aponto de brincadeira para ele.

— Cacete, Hyunjin! — Minho grita, recuando. — Eu tava brincando!

— Melhor mesmo — digo, guardando a arma com calma.

— Ah, o Ha-min falou que achou o cara que tá te devendo.

— Beleza. Depois eu falo com ele — Minho diz, já voltando ao tom prático. — Preciso ir, tenho trabalho da facul. Até.

— Tá, tchau. — respondo.

Hwa Máfia | HyunLixHistórias para pegar e não largar. Descubra agora