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Anos atrás

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Anos atrás...

Na porta da grande casa uma criança se escondia atrás das pernas da mãe, ele estava distraído olhando a mobília ao redor. A casa ficava em um local distante da cidade e com muita neve, estava fazendo mais frio do que o comum, um inverno ainda mais rigoroso do que os demais.

— Eu só preciso que a senhora cuide dele até acharmos uma cura para a doença do meu marido, não sabemos quanto isso pode demorar então vamos lhe dar o sangue da nossa família para que o entregue quando for a hora. - A mulher de cabelos negros dizia isso a Morgana que estava imóvel na frente da porta.

— Ele tem apenas nove anos mas é um garoto esperto, nossa família tem um histórico de alquimistas então ele pode lhe ser muito útil. Só queremos que o deixe seguro por um tempo. - O pai de cabelos brancos e aparência frágil tentava ressaltar as habilidades de seu tímido filho.

— Acham que isso possa demorar tanto a ponto dele fazer dezessete anos e vocês tem medo de não voltarem? Por isso estão entregando o sangue da família? - Louis estava do lado de fora escutando a proposta dos bruxos nômades junto a Morgana.

— Podemos conseguir, podemos curar a doença, mas na volta podemos ser atacados pelos bruxos da luz ou até mesmo pelos vampiros. Ou podemos nunca se quer achar um cura, só queremos deixar nosso filho seguro. Por favor, Morgana. Você entende, não é? Tem uma filha, deve saber a sensação. - A mãe tentava fazer de tudo pra deixar Gabriel seguro, mas a tentativa falha de despertar o lado materno de Morgana foi desesperada.

— Ele vai poder ficar, estamos com poucas crianças. Quero mais companhia para minha neta. - A bruxa de olhos azuis deu sua permissão como líder do coven.

— Vá buscar Ártemis. - Louis pediu ao irmão que estava atrás de Morgana dentro da casa.

Logo Elliot estava com a pequena loira em seus braços, a colocou no chão ao lado da avó. Ela olhou para cima na tentativa de adivinhar oque estava acontecendo apenas olhando para os olhos de Morgana, capitou a mensagem que foi enviada pelas janelas da alma da mais velha. Tinha que confortar o garoto, Gabriel se encolheu ainda mais atrás das pernas da mãe como se quisesse desaparecer. Ártemis levantou uma das mãos em comprimento ao garoto.

— Eu me chamo Ártemis Bennett, gosto de flores e minha cor favorita é amarelo. Moro aqui com meus amigos, minha vó e a Dona Vera. Quer ser meu amigo? - A pequena sorriu mostrando uma janelinha em seu sorriso largo.

— E-eu sou Gabriel Miller, minha cor favorita é azul. - O tímidos garoto estendeu a mão para tocar na de Ártemis enquanto olhava para os pés e abraçava o corpo com o outro braço.

[...]

O vento gélido entrava de intruso nos pulmões do garoto que estava deitado sobre a neve, suas mechas platinadas molhadas pelo fino gelo abaixo de si. Quando respirava seus pulmões latejavam, não tinha forças para gritar por socorro, a única coisa que poderia fazer naquela situação era rezar para que alguém o encontrasse antes que morresse congelado.

O som de passos leves na neve foi ouvido ao longe, eram passos apressados e Gabriel sabia bem de quem eram.

— Não devia ter trazidos eles até aqui, sabia que eles iriam te bater. Já viu o tamanho deles? Devem ter o dobro da nossa idade. - Uma Ártemis totalmente apavorada se abaixou e olhava atentamente para algum sinal de resposta do loiro tingido. Ele havia pintado as mexas de loiro apenas por causa da jovem bruxa.

Haviam começado em uma nova escola a poucas semanas, um grupo de garotos valentões se acharam no direito de tirar sarro de Ártemis por conta da cor de seu cabelo, como Gabriel também não poderia fazer nada para proteger a sua amiga, decidiu que pintaria o cabelo para ficar parecido com o dela, assim passaria pelo mesmo sofrimento e poderia consolar a bruxa.

— Eu sei. - As palavras saíram da boca rachada e trêmula de Gabriel em um sussurro mas foi ouvido com sucesso pela mais nova.

— Seu idiota. - Ártemis secou as lágrimas quentes que relutavam em saírem pelos cantos de seus olhos. Ela se sentou e chorou ao lado do corpo largado de Gabriel antes de ir buscar ajuda.

[...]

Ártemis estava nas costa do Lahey enquanto Abby estava nas de Sebastian, o sol estava se pondo no horizonte. O som das ondas quebrando estavam mais fortes do que nunca, mais alto do que o som das ondas eram os sons das risadas e gritos de incentivo do jovem coven.

Uma briga de galo era disputada por Abby e Ártemis, ambas com as mãos entrelaçadas tentando derrubar uma a outra.

No final a Lahey consegui sair vitoriosa depois de Sebastian controlar a mente de Issac para que derrubasse Ártemis no mar, como isso não foi visto por ninguém, ninguém poderia dizer que foi uma trapaça.

[...]

As flores caiam ao vento, as folhas secas se partiam sob os pés do casal que passava pelo caminho cercado pelas árvores. A garota levava um buquê de flores em uma das mãos, a outra segurava a mão de seu amado.

Ambos andavam juntos observando o quão lindo aquele simples caminho de volta a casa era belo, as árvores sem folhas graças ao outono, as flores nascendo ao redor dos troncos pela presença da Bennett.

Apreciando a companhia um do outro, com o passar dos anos foram percebendo o desabrochar de novos sentimentos, eles foram se desenvolvendo e ficando cada vez mais fortes. Queriam proteger um ao outro, queriam ser a primeira coisa a se viram nas manhãs. Queriam ser assim pelo resto de suas vidas.

Olharam um para o outro com pequenos sorrisos e rostos corados...

Olharam um para o outro com pequenos sorrisos e rostos corados

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𝐓𝐡𝐞 𝐒𝐡𝐚𝐝𝐨𝐰 𝐖𝐢𝐭𝐜𝐡𝐞𝐬 - 𝑻𝒘𝒊𝒍𝒊𝒈𝒉𝒕Onde histórias criam vida. Descubra agora