|Elias Brown|
[3 anos atrás]
Segurei o copo vermelho nas mãos, apreciando o efeito surtido em meu corpo graças à cerveja. Não é a minha bebida preferida, mas sendo aniversário da minha irmã e sua escolha colocá-la unicamente, degustava do líquido amarelo e gelado sem reclamar.
Essa é a primeira vez que venho fazer uma visita a fazendo dos meus pais depois de ter me mudado para Nova York. Esse lugar havia sido comprado meses antes do aniversário da caçula da família, porém, ambos concordaram que seria ideal continuar morando na cidade por enquanto.
Aurora é muito jovem, está completando apenas dezoito anos hoje e comigo morando fora, não é seguro que fique na casa da cidade sozinha. Acredito que dona Gisele tentará trazer a filha juntamente com eles quando decidirem mudar-se para cá definitivamente e espero que a pirralha aceite a proposta dos nossos pais.
Não quero pensar na possibilidade dela morando sozinha. Não gosto disso.
A calmaria do interior é agradável. Alguns animais fazem presença nesse belo lugar, eu tendo adorado o cavalo que meu pai deu-me de presente. Fizemos planos de cavalgar no dia seguinte, um passatempo só pros homens da casa, e conhecer o restante das terras espalhadas por esse lugar incrível.
Gostei de ter visto o pôr do sol hoje mais cedo, sendo engolido por aquela luz alaranjada e o calor da bola gigante e iluminada no céu. Fez-me pensar em coisas que vinham acontecendo na minha vida ultimamente e acabei me questionando sobre todas elas. Estava perdendo a minha verdadeira essência e percebi isso quando olhei nos olhos de minha mãe, encontrando angústia e preocupação, nada mais do que isso.
Ela fazendo de tudo para ter-me neste lugar por mais tempo. Como se soubesse que, o que cresce dentro de mim, é maligno e corrosivo.
Implorando que o seu menino sobrevivesse no fim disso tudo.
Depois disso, nos afastamos um pouco. Obriguei-me a realizar algumas tarefas no terreno, sabendo que o senhor Eraldo jamais questionaria absolutamente nada. O meu pai é observador e bastante atento, sei que a sua esposa já deve ter compartilhado os seus tormentos, mas ele manteve-se contido e focado em outras coisas que não fosse eu.
Para mim isso é sinônimo de alívio. Odeio ser o centro das atenções quando se trata dos meus sentimentos e tampouco me agrada falar sobre eles. Engolir tudo e agir como se não existissem mais é o meu escape principal que vem dando certo desde que comecei a usá-lo.
Ouvi as risadas altas e alegres ao redor da fogueira. Todos enrolados em seus cobertores, ouvindo histórias dos mais velhos, bebendo cerveja e comendo batata doce assada. Exceto por minha irmã e sua amiga, Caroline, que enchem a boca de marshmallow derretido parecendo duas crianças. Gosto dessa amizade, ambas agindo como se fosse além disso, sendo irmãs do peito.
A verdade é que são uma grande dupla e tanto. A pirralha e a pestinha.
No entanto, gosto mais por Caroline continuar mantendo distância entre nós dois. Garotas jovens são malucas e isso é algo incontestável. Desde que percebeu que tem peitos e boceta, a pestinha vem agindo feito uma cobra quando está perto de mim, sempre pronta para dar o bote. Lembro-me perfeitamente de todos os seus olhares indecentes quando me via sem camisa na casa da cidade, arrumando desculpas para dormir com a Aurora, mas no fundo só queria me perturbar.
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ME PERDOE, CAROLINE - LIVRO 5 [VERSÃO WATTPAD]
Romansa🥊 ATENÇÃO: Leitura inapropriada para menores de 18 anos. 🥊 Esse livro é o quinto da série. Todos possuem ligações, mas vai de cada leitor(a) seguir a ordem dos livros ou não. 🥊 TODOS os direitos dessa obra estão registrados. PLÁGIO é crime! Caro...
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