Jungkook
Mia estava estranha. Pulou em cima de mim, essa maluca, e depois se encolheu, começando a chorar apavorada a cada trovão que dava no céu.
Jungkook — Mia... Tá bem? — Pergunto.
Mia — Eu... quero ir embora. — Ela diz chorando.
Jungkook — Vou tentar ligar pra alguém. Para de chorar, garota. — Digo.
Mia — Eu quero ir embora... AAAHHH! — Dá um grito com mais um estrondo de trovão.
Jungkook — MIA, CALMA! — Grito, começando a me desesperar com o choro e inquietação dela.
Pego meu celular, mas não tinha sinal. Eu ia tentar achar um sinal, mas sinto ela pegar na minha mão. Olho pra trás.
Mia — Jungkook... Não me deixa sozinha... Por favor. — Ela diz em meio às lágrimas. Parecia que estava muito mais do que com medo da chuva e dos trovões.
Jungkook — Tá bom. Não tenho sinal mesmo! Temos que esperar aqui, mas dá pra parar de chorar? — Digo, pois o choro dela já estava me irritando.
Me sento ao seu lado, e ela se encolhe entre as pernas, ficando ali chorando. Cada trovão a fazia se assustar — parecia um gatinho indefeso. Por um momento, senti dó, mas já passou quando a luz voltou.
Jungkook — Pronto! Agora vamos embora. — Digo, me levantando e pegando minha mochila.
Mia — Pode ir. — Ela diz ainda encolhida.
Jungkook — Vai ficar aí no sofá? — Pergunto curioso.
Mia — Vou. — Ela diz, e eu fico sem entender o que essa maluca tá pensando em fazer — dormir no sofá da biblioteca.
Jungkook — Sua burra! Não pode dormir aqui! — Digo, olhando ela pegar o celular.
Mia — Alô... Somin... Vem aqui na biblioteca... Por favor. — Ela diz chorando de novo no telefone.
Jungkook — O que tá rolando com você, Mia? — Pergunto confuso.
Mia — Vai embora, Jungkook. — Ela diz de cabeça baixa.
Jungkook — Ah, foda-se! Quer dormir aí? Então durma. — Digo sem paciência.
Quando ia sair, vejo Somin e Jin vindo correndo desesperados. Passam por mim e entram na biblioteca, indo até Mia. Vejo Somin abraçá-la, e Jin se abaixa para falar algo. Por que ela tá desse jeito? E por que vieram correndo como se fosse urgente?
Mia
Somin — Amiga, tô aqui! Vai ficar tudo bem! — Ela diz me abraçando. Eu havia contado à Somin que perdi minha irmã mais velha em um acidente de carro em um dia de chuva e trovão. Quando o tempo fica assim, ativo uma crise e não consigo sair do lugar — preciso de ajuda. Sempre fiz tratamento médico, mas nada resolveu. Nesses dias, corro pra algum lugar e tampo os ouvidos. Normalmente, uso tampões, mas deixei-os na mala. Somin sabia de tudo e por isso correu.
Jin — Vai ficar tudo bem! Somin me contou para eu te ajudar também. Não fique brava, Mia. Quanto mais ajuda, melhor. — Ele diz preocupado.
Mia — Tá tudo bem, Jin. Obrigada por vir. Não tenho vergonha desse problema. — Digo, limpando as lágrimas.
Somin — Vou contar pro Hope e Jimin. Assim, eles também podem ajudar. Tá bem? — Pergunta com calma.
Mia — Pode contar! Toda ajuda é bem-vinda, ainda mais dos amigos. — Digo.
Jin — Vem, vamos pro dormitório. Já vai dar 9 horas, não podemos levar outra advertência. — Ele me ajuda a levantar (a chuva estava mais fraca).
Voltamos, e Jin e Somin foram um amor — me ajudaram em tudo. Enquanto tomava banho, ficaram de guarda.
Jin — Tá tudo bem? Tenho que voltar pro dormitório masculino. — Ele pergunta.
Mia — Sim. Pode ir. Obrigada por tudo, Jin. — Digo, abraçando-o.
Somin — Eu e meu irmão vamos te ajudar no que precisar. — Ela abraça eu e Jin.
Jin — Aliás, Mia... Não entenda meu carinho de forma errada, tá? Eu sou gay. — Tenta se explicar.
Somin — Coloca "gay" nisso! Ele é apaixonado pelo Namjoon. — Ri, provocando.
Jin — SOMIN!!! — Briga com ela, vermelho de vergonha.
Mia — Eu percebi que era gay, mas não que gostava do Namjoon. Por isso olha diferente pra ele. — Comento.
Jin — Olha, tchau pra vocês também! — Ele diz, e nós rimos da situação.
Mia — Logo o Namjoon... — Digo, deitando na cama.
Somin — Sim. Ama ele há mais de um ano, mas não tem coragem de confessar. — Ela se deita também.
Mia — É motivo sério? — Pergunto.
Somin — Meus pais são rígidos. Jin é o "exemplo da família" e faz tudo que eles querem. — Diz meio triste.
Mia — Sinto muito. — Digo.
Somin — Eu também... Só quero vê-lo feliz com o Nam. Até porque o Nam também gosta dele. — Suspira.
Mia — Sério? Namjoon gosta dele? — Pergunto surpresa.
Somin — Sim. Ele se declarou ano passado, mas Jin o rejeitou por causa dos nossos pais. Desde então, não se falam. — Explica.
Mia — Que pena... — Digo, triste.
Ficamos mais um tempo conversando e logo pegamos no sono.
notas da autora:
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BAD BOY!
RomanceMia Ryu, uma jovem de 21 anos, acaba de começar a faculdade de Artes. Um exemplo de aluna e uma filha muito educada, gentil, inteligente e com uma beleza de dar inveja! Sempre sozinha em seu canto estudando, Mia conquistou uma das melhores bolsas es...
