o Início De Tudo

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Tom Narrando
 
Papai sempre levava eu e Bill para os seus negócios, mas nunca explicou de verdade o que fazia.
Homens de terno, prostitutas circulando, seguranças por todos os lados... Papai tinha oito só para ele, enquanto eu e Bill andávamos com dois cada um. Nunca entendemos o porquê.

As garotas sempre vinham em nossa direção. Bill sempre rejeitava, eu, por outro lado, aproveitava qualquer oportunidade... até o dia em que papai me interrompeu.

— Tom, vem cá — chamou, me puxando para perto dele.

Ele me apresentou a Tony, um homem que estava em reunião, e disse com firmeza:

— Se acontecer qualquer coisa comigo... você assume o meu lugar.

Antes que eu pudesse entender o peso daquelas palavras, o barulho ecoou: um disparo seco.
Ninguém viu de onde veio. O tiro atravessou o peito do papai... e atingiu a mim também.

Os seguranças entraram em alerta. Bill correu desesperado, gritando por ajuda.
E então... tudo escureceu.

Três Meses Depois

Tony me procurou. Eu já não era mais apenas o filho — agora era o sucessor.

— Tom, meses se passaram. Está na hora de assumir os negócios da sua família. Todos estão preocupados. Estarei à sua disposição. — disse Tony.

— Tudo bem... por onde começamos? — respondi, engolindo seco.

— No seu escritório encontrará tudo que precisa. Seu pai deixou tudo preparado antes de morrer. Estes são Gustav e Georg. Serão seus aliados.

Bill e eu já morávamos na mansão, mas agora... tudo era nosso.
No escritório, a foto imensa de papai havia sido trocada. O quadro inteiro agora exibia a minha imagem.
Sobre a mesa, uma caixa. Dentro, uma carta.

Ali estava a verdade: papai não era apenas respeitado. Ele era o maior mafioso da Alemanha.

Chamei Bill. Segurei suas mãos e encarei seus olhos.

— Bill... após a morte do papai, nós tomaremos o lugar dele.

— Como assim, Tom? O que ele realmente fazia? — perguntou, assustado.

— Ele dominava tudo aqui. Por isso sempre fomos respeitados.

Bill desviou o olhar, abatido.

— Eu não sirvo pra isso... Não me sinto bem. Você deve assumir. Eu vou te seguir, mas não liderar.

— Tudo bem. — respirei fundo. — Temos uma carga para buscar em Los Angeles. Avise Tony. Partiremos em vinte minutos.

Chloe Narrando

Hoje é o dia da minha viagem para Los Angeles. Amanhã é meu aniversário de 22 anos. Estou animada para comemorar e, sinceramente, fugir um pouco do meu ex, que ainda não aceita o fim.

— Mãe, preciso muito dessa viagem! — disse na chamada de vídeo.

— Eu sei, filha... mas tome cuidado. Você vai sozinha.

— Vai ser incrível, mamãe. Los Angeles, aqui vou eu!

Tom Narrando

— Bill, chame Tony, Gustav e Georg. Vamos logo. Quero voltar para a Alemanha o quanto antes. — ordenei.

O voo foi rápido. Bill parecia encantado com Los Angeles, mas meu foco era só a carga.

Descemos do jatinho. Carros e hotel já nos aguardavam, tudo organizado por Tony.
Meu celular vibrou: Trix, minha ex. A vadia que me traiu com um inimigo do meu pai. Agora, meu inimigo.

[Conversamos em alemão]

Bill: "Olha esse clima gostoso, Tom. Desde que papai morreu, você ficou tão careta."

Tom: "Viemos apenas pegar a carga e ir embora. Nada mais."

Nesse instante, alguém esbarrou em mim.

— Moço, perdão! — disse uma jovem, envergonhada.

— Foda-se. — respondi, seco.

Bill interveio:

— Ei, não liga não. Meu irmão é assim mesmo. Prazer, Bill. Precisa de ajuda?

— Sou Chloe. Estou meio perdida, não sei onde pegar minhas malas...

— Ali, onde está a faixa azul. — sorriu Bill.

— Vamos logo, Bill. — cortei, impaciente.

Bill se despediu dela com simpatia. Eu só revirei os olhos.

Bill sempre dizia que eu havia endurecido desde a morte do papai. E tinha razão. Fiz uma promessa quando éramos crianças: protegeria ele a qualquer custo. E vou cumprir.

Tony logo trouxe a notícia:

— Senhor, a carga atrasou. Só será entregue amanhã.

— Scheiße... — murmurei, entrando no carro.

Bill, por outro lado, vibrou:

— Ótimo! Essa noite tem balada. Quem vem comigo?

Gustav e Georg toparam. Eu preferi silêncio.

Chloe Narrando

No hotel, depois de um banho, desci para almoçar. Escolhi uma mesa para quatro e comecei a comer, até que vi Bill chegando com dois homens. Ele me reconheceu imediatamente.

— Chloe! Você também está hospedada aqui?

Conversamos animados. Bill me apresentou Gustav e Georg, simpáticos.
Mas então... ele apareceu.

Tom.
Alto, imponente, olhar frio. O mesmo grosso sem educação do aeroporto.

— Que porra vocês estão fazendo aqui? — resmungou.

— Almoçando, e conhecendo minha nova amiga. — disse Bill.

— Foda-se, Bill. Não viemos fazer amizades.

Fiquei sem graça.

— Com licença, rapazes, acho melhor eu ir.

Georg, antes de me deixar sair, perguntou com malícia:

— Mais tarde tá de pé. Qual o seu quarto?

— 25º andar, quarto 483. — respondi, sorrindo.

Saí dali decidida: não deixaria esse Tom estragar minha viagem...

O Domínio De TOM KAULITZ Histórias para pegar e não largar. Descubra agora