0.2 curtição

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Tom Narrando

Não vejo a hora de pegar essa carga e voltar para a Alemanha. Tenho outras pendências do meu pai pra resolver — ele deixou tudo pela metade e o Tony só me avisou hoje sobre isso. Infelizmente, a carga só chega amanhã. Então dei uma volta pela cidade, tentando achar algo que aliviasse essa raiva, mas não achei nada nessa merda.

Bill disse que vai sair mais tarde com os GG's e aquela garota. Acho que vou até o hotel pra pesquisar sobre ela. Bill é impossível — faz amizade com facilidade e confia em qualquer um.

Encontrei uma boate e entrei. Não tinha nada de muito diferente das que temos na Alemanha. Pedi um quarto e duas acompanhantes: precisava descontar a tensão em algo, então por que não aproveitar Los Angeles?

Chloe Narrando

Já eram 19h quando ouvi batidas na porta do meu quarto. Eu não tinha pedido serviço de quarto — fui ver quem era e era o Bill.

— Oi, Bill. Entra, estava me arrumando. — sorri.

— Oi, flor. Tô atrapalhando? — ele entrou todo tímido.

— Não. Que bom que você veio me ajudar a escolher. É engraçado, né? Nos conhecemos de manhã e já gosto de você.

— Isso é ótimo, porque eu também gostei de você. Vamos aproveitar essa noite. Acho que meu irmão não vai — deu de ombros — então vamos nos divertir sem ele.

— Meu irmão é totalmente diferente — respondi. — Ele é bem chato. Estava pensando num vestido colado e salto alto; o que acha desse?

— Vai ficar maravilhosa. Os GG's já estão quase prontos. Nosso motorista vai nos levar e buscar, então não precisa se preocupar.

— Motorista? Que luxo. Vocês trabalham com o quê?

— Ah... exportação. Temos uma empresa na Alemanha.

— Me ensina a falar alemão? Quero xingar alguém, de preferência. — ri.

— Tá, kkkkk. Que tal: Geh zum Wichser?

— Geh zum Wichser — repeti, gargalhando.

— Significa "vai pra puta que pariu".

— Amei, Bill. Agora vamos — levantei, pronta. — O que achou do vestido?

— Você está perfeita.

Descemos e lá embaixo os meninos já esperavam. Bill e eu descíamos as escadas quando Gustav e Georg nos viram; elogiaram e ficaram meio... famintos com o visual. Tom olhou e me devorou com os olhos, mas eu ignorei.

— Nossa, você está maravilhosa — disse Gustav.

— Garota, com esse look você vai arrumar confusão hoje — Georg brincou.

— Vocês são ótimos — respondi, rindo. — Vamos?

— Bora! — disseram em coro.

— Vou levar vocês — disse Tom, passando à frente.

A caminho do carro a zoeira rolou solta. Em quinze minutos já estávamos na fila da boate. Bill puxou os GG's pela mão e entrou na armação; eu senti o clima leve, confiei neles como se já os conhecesse há tempos. Ao lado de Tom, porém, todos fechavam a cara — ele mudava o ambiente.

Na fila:

— Que fila grande — resmunguei.

— Vamos tentar entrar — Bill sugeriu, me puxando. Os GG's seguiram.

O Domínio De TOM KAULITZ Histórias para pegar e não largar. Descubra agora