O dia é calmo e tranquilo, era final de semana então não teria que ir para a aula, Izuku acorda às 9h com vibrações em seu telefone. Eram mensagens de sua amiga, Ochaco.
Mensagens:
< Bom dia, Izuku-kun!
Bom dia, Ochaco-chan! >
< Hoje de manhã eu estava olhando as compras que fizemos e acabei achando uma sacola sua junto com as minhas.
Bom, você pode me dar o endereço da sua casa? >
Aí eu vou buscar hoje mesmo. >
< Não, não. Deixa que eu vou buscar.
Tem certeza, mesmo? >
< Sim, eu tenho!
< Me passa o endereço da sua casa que eu vou aí á tarde!
< Acho que umas 15:30h, dá certo esse horário?
Dá sim, as 15:30h então. >
Eu moro na rua: XY; N: 15 >
< Até, então!
Até! >
Izuku acordou um pouco mais tarde do que de costume, respondeu as mensagens em seu telefone e seguiu até o banheiro. Ele se olhou no espelho e percebeu o rosto inchado, provavelmente por ir dormir chorando. Toma um banho de água gelada, na tentativa de que desinchasse. Veste algo confortável e vai em direção a cozinha cumprimentar sua mãe.
- Bom dia, mãe. Dormiu bem?
- Oi, filho! Eu dormi, sim. Mas acho que dormiu melhor foi você, acordo agora! - ela diz rindo e chamando-o para se sentar.
- Só hoje, mãe! - Midoriya faz um pequeno bico, brincando.
- Tá, tá bom eu vou deixar essa passar. Só...
- Só se o que?
- Só se você me ajudar aqui na cozinha. Hoje vamo preparar muita coisa. - Inko diz animada.
- Por que mãe? - o esverdeado pergunta enquanto come.
- Hoje eu convidei os Bakugos para virem almoçar conosco.
- O-os bakugos? Po-por que? - Izuku se engasga surpreso e bebe um pouco para ajudar a engolir.
- Bom...é fim de semana e no próximo fim de semana nos que vamos lá! Por que filho? Algum problema?
- A-ah, ne-nenhum, ho-je a Ochaco-chan vai vir aqui pra me devolver algo, só por isso mesmo.
- Ela vai almoçar aqui?
- Nã-não, ela só vai vir as 15:30h.
Midoriya termina de comer e ambos vão em direção a cozinha.
- Bom filho, corta essas verduras que eu vou preparar o fogo.
- Tá certo! - o tempo passou tão rápido que nem perceberam que já estava na hora deles virem.
Toc-toc - os dois ouvem barulhos vindo da porta, e em seguida uma voz feminina.
- Inko? Estamos aqui! - Mitsuki bateu novamente.
- Oii, venham. - Inko os convida a entrar e se acomodarem - Estamos apenas terminando de pôr a mesa.
- Katsuki! Ajude eles! - a loira empurrou o filho o forçando a ajudar os esverdeados.
Os três terminam de pôr a mesa e todos se sentam. Izuku senta ao lado de sua mãe, Masaru senta ao lado de Mitsuki e Bakugou entre Midoriya e sua mãe. Comeram e conversaram por um longo tempo, exceto por Katsuki e o esverdeado, eles não se falaram nem por um instante. Ao terminarem o pai e mãe do loiro seguem para a sala de estar acompanhado pela mãe de Izuku, que ficou junto ao maior para limparem tudo. Como esperado, o clima era estranho, o ar pesado o suficiente para engolir palavras. Aos poucos eles terminaram tudo e foram para a sala, também.
- Filho, sobe com o Katsuki. Aí vocês conversam sobre a escola, meu amor. - Inko diz na tentativa de tirar o filho e sobrinho de lá, quando ela e Mitsuki se juntavam falavam de tudo e mais um pouco.
Os dois sobem, e ao entrarem no quarto Bakugou fecha a porta. O loiro apenas busca um livro e se deita na cama. Izuku se senta na cadeira e joga algum jogo no computador. Alguns minutos depois o celular do esverdeado vibra, era Ochaco novamente.
< Já estou indo, Izuku-kun!
Tá certo>
Eu vou te esperar na porta >
< Tá bom.
Sem avisar Midoriya sai do quarto e vai em direção a porta de entrada, ele espera alguns minutos e avista um carro se aproximando. Era Ochaco e sua mãe, a senhora estaciona o carro e a morena desce e vai em direção ao esverdeado.
- Bo-boa tarde, Izuku-kun. Você está bem? - ela pergunta tímida.
- E-eu estou ótimo, - fala o maior coçando a nuca por estar envergonhado - e-e você?
- Eu também!
- Você quer entrar? A gente tem visita aqui mas se você quiser entrar, a gente fica na cozinha.
- Nã-não, eu adoraria, mas a gente só veio aqui pra entregar, já tem que voltar. Falando nisso, aqui a sacola. - ela estende a mão com a sacola e Izuku pega.
- Obrigada Ochaco-chan. - o esverdeado sorri.
- So-sou eu quem tem que agradecer, foi muito legal o nosso passeio de ontem - ela envergonhada, fala rápido.
- Sim, fui muito divertido. Vamos marcar de sairmos juntos de novo!
- De novo? - ela cora feliz.
- Aham, a gente vê pelo telefone.
- A-ah, tá certo. Até Izuku-kun! - ela se despede e Midoriya só entra em casa quando vê o carro dobrar a rua.
- A Ochaco-chan é muito fofa - pensa o menor.
- Que idiota, tsk!- mesmo sem o esverdeado saber, bakugou olhava pela janela do quarto.
Izuku sobe as escadas e entra em seu quarto, Bakugou ainda estava lá, deitado e lendo. O menor apenas volta para onde estava e continua a jogar, alguns instantes depois o loiro diz agressivo.
- Você é mesmo um idiota! - Katsuki sem olhar cospe palavras.
- Por que seria eu o idiota? - Midoriya responde com uma pergunta, deixando o loiro um pouco surpreso, mas não o suficiente para mostrar.
- Você - ele range os dentes - não percebe que ela gosta de você? - o maior diz, agora encarando o menor.
- Ochaco-Chan? Claro que não. - Izuku nega com a cabeça.
- Desde quando vocês são próximos pra se chamarem pelo primeiro nome?
- Desde quando você precisa saber? - o esverdeado se sentia confiante, depois de anos sofrendo, não aceitaria mais ser tão humilhado.
- Cala a porra da boca, seu nerd de merda! - Katsuki diz resmungando alto.
- Por que você não cala? - o loiro se calou e voltou a ler, alguns minutos depois a mãe de katsuki o chama para ir embora.
- ANDA MOLEQUE, JÁ VAMOS! - seu grito foi alto o suficiente para ser escutado por todos pela casa. Ele levanta e vai em direção a porta.
Um pouco antes de abrir a porta o loiro encara novamente Izuku, e decide se aproximar.
- O que voc-
O esverdeado é interrompido sendo puxado pela camisa e em seguida por um beijo, diferente do anterior esse parecia agressivo demais. Bakugou chupava com força a língua de Midoriya, o deixando sem ar. E então o solta.
- É isso que ela quer. - ele ri debochado e sai do quarto.
- Idiota! - o rosto de Midoriya se torna quente e rosado enquanto cobre a boca com as mãos.
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Izuku, eu ainda posso te alcançar? (Bakudeku)
Fiksi PenggemarMesmo sofrendo Izuku pensava que se estivesse ao seu lado, algum dia mudaria. Mas tudo mudou no dia em que Bakugou o humilhou no refeitório. Katsuki percebe seus sentimentos tarde demais, como iria reconquistar Midoriya?
