Ela acabou de perder os pais, atrás de uma vida melhor ela se muda para Horseshoe Bay com sua irmã mais velha, mas o que na verdade ela ganhou foi um mistério para resolver e várias descobertas sobre ela mesma.
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|KATHERINE TATE|
Eu não consegui pregar o olho essa noite, sempre que eu fechava os olhos lembrava da minha infância, uma parte boa da minha vida, mas que no momento quero esquecer, lembrar da minha infância significava lembrar do meu pai, da minha mãe, da minha irmã e do meu irmão, e eu não quero lembrar deles.
A lanchonete declau já estava começando a ter clientes, tinha uma semana que saiu o resultado da autópsia o Ryan Hudson mandou fazer, em questão de horas já tinham se espalhando pela cidade que Tiffany Hudson tinha morrido por causas naturais, mas eu não acreditava nessa autópsia. Estamos esperando o químico e amigo da Nancy nos mandar a autópsia que ele fez, e aí sim vamos ter a certeza do que levou a morte de Tiffany Hudson.
Minha cabeça estava doendo, e o fato da Nancy está tagarelando e por cima uma criança chorando, não estava ajudando.
Katherine: MANDA ESSA CRIANÇA CALAR A BOCA! -eu dou um tapa no balcão, a Nancy se assustou, seu coração teve uma alterada nos batimentos. Eu estava com a cabeça deitada sobre o balcão.
Nancy: Quenn...que criança? -eu escuto a Nancy perguntar, então levanto minha cabeça e olho a lanchonete ao redor, não tinha criança nenhuma na lanchonete, apenas um casal sentados conversando e um idoso. Através do vidro da jenala eu pude ver lá fora uma criança no colo de sua mãe, ela balançava ele e pedia para ele parar de chorar.- Você...ouviu esse bebê chorando daqui de dentro? -vi a confusão no olhar da Nancy.
Eu ignoro sua pergunta e me viro, encostando minha costa no balcão. Era mil barulho ao mesmo tempo, eu podia escutar o casal brigando, ou os batimentos do bebê em sua barriga, a zoada da vassoura varrendo o chão, o Ace cantando baixinho na cozinha. Eu podia sentir o cheiro do chiclete de morango no bolso do Bess, o cigarro que o cara tava fumando do outro lado da rua, o mingau do bebê.
George: Olá, bem-vindo ao declau! -eu escuto a George, o sino tinha tocado indicando que alguém tinha entrado na lanchonete.
xxx: Olá, eu estou procurando a Kit Kat. -eu vou matar esse garoto!
George: Quem? -ela pergunta confusa.
Eu me viro de frente para a entrada da lanchonete e pude ver o Theo parado ali, ele estava com a cara fechada e uma expressão auto afirmativa.
Katherine: O que você está fazendo aqui? -eu pergunto lhe encarando seria.
Theo: A gente precisa conversar, eu posso lhe ajudar! -ele da alguns passos, mas ainda assim o balcão nos separava.
Katherine: Eu não preciso de sua ajuda, vá embora!
Theo: Admita Kit Kat, você precisa de mim!
Katherine: Eu não precisei de você nesses quatro anos, então também não preciso agora. Vá embora, Theodor! -eu vejo meu irmão travando o seu maxilar
Escuto a porta que da entrada para a cozinha sendo apertada e fechada logo em seguida, Ace se aproxima cantando e enxugando seu mão no pano de prato.
Ace: Nunca mais vou errar, na na na. -ele ver o Theo e para de andar, coloca sua mão na cintura e lhe encara- Aí, tu tem uma carinha de psicopata, meu irmão! -vi que o Theo queria avançar no Ace, então pulo o balcão e entro na frente do Theo.
Katherine: Se encostar um dedo nele, eu acabo com você! -falo olhando nos olhos do meu irmão. Theo olha para o Ace por cima dos meus ombros, depois volta seu olhar para mim.
Theo: Seu namorado, Kat? -ele levanta a sobrancelha- Seu gosto por homem nunca melhora.
Katherine: Vai embora, Theo!
George: Desculpa atrapalhar o momento aí de vocês, mas estão atrapalhando os meus clientes. -a George para ao meu lado segurando uma vassoura, Ace estava atrás de mim e a Nancy e a Bess tavam encostada no balcão nos olhando.
Theo respira fundo, então olha para George, ele olha ela de cima a baixo e de baixo acima e então da uma risadinha.
Theo se aproxima de mim, e mete a sua mão no bolso do meu avental.
Katherine: O que está fazendo? -Theo pega o meu celular do meu bolso- Devolve!
Theo: Qual seria a sua senha...? -ele pergunta mais para se mesmo do que para mim.- Que tal...-ele começa a digitar no meu celular, então vejo que ele desbloqueou.
Katherine: Como sabe minha senha? -eu pergunto olhando ele
Theo: Sou seu irmão gêmeo, seria uma covardia minha não saber nada de você.
Bess: Pera, quê? -a Bess quase grita- Ele é seu irmão gêmeo? Por que você nunca disse que tinha um irmão gêmeo?
Nancy: Realmente, agora tô curiosa.
Katherine: Porque nem eu sabia se ele ainda estava vivo. -tento demostrar o desgosto nas minhas palavras.
Theo desliga a tela do meu celular, ele vai para colocar o celular no bolso do meu avental, mas eu puxo meu celular de sua mão.
Theo: Meu número está aí! -ele fala olhando nos meus olhos, Theo sempre gostou de conversar com as pessoas olhando em seus olhos.- Você é a minha irmã, por tanto a minha responsabilidade! Me procura se quiser ajuda. -então ele da as costas e começa andar na direção da porta de saída da lanchonete, mas antes de sair ele vira o rosto de lado e fala...- Essa lanchonete...tem mais criaturas sobrenatural do que você pensa. -ele fala, abre a porta da lanchonete e vai embora.
Ace: Ok, o que aconteceu aqui?
Bess: Ele é o garoto da fotografia de seu quarto.
Nancy: Por que nunca me disse que tinha um irmão gêmeo?
Eram muitas perguntas e tudo ao mesmo tempo, meu coração começa a disparar, sinto minha pele queimar como fogo, era a transformação começando? Mas eu tinha até o final de semana...
Ace: Ei, você tá bem? -escuto a voz do Ace perguntando, ele estava do meu lado, mas sua voz parecia agora tão distante.
Eu empurro o Ace e corro para a saída da lanchonete, escutei eles perguntando o que tava acontecendo, mas eu só corri o mais rápido que pude dali, entrei na floresta e corri cada vez mais para dentro dela.
Eu eu senti uma dor tão horrível que era possível ficar de pé, então cair no chão. Meus ossos estavam quebrando, minha pele estava queimando, eu puxei a gola da minha blusa como uma forma de aliviar a queimação, mas acabei rasgando ela, garras começaram a crescer das minhas unhas.
Meu grito foi como um uivo, um uivo de um lobo, era tanta dor que eu precisava gritar, senti as lágrimas escorrendo pelo meu rosto, mas eu estava sozinha, sem ninguém para me ajudar na transformação.