Distantia et Dialogus

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"Por que você é assim?", perguntou a voz, cheia de curiosidade.

"Assim como?", respondeu soldada, com uma expressão enigmática.

"Você se distancia, sem falar nada. Por quê?", insistiu a voz.

"Eu faço isso para proteger", disse a soldada, com uma voz suave. "Sem falar nada."

"Para proteger?", repetiu a voz. "Se você está se distanciando deles, você sabe o que vai acontecer. Se quer proteger, fuja para algum lugar longe deles."

"Eu não consigo fazer isso", disse a soldada, com uma expressão de tristeza.

"Então, faça!", disse a voz, com uma nota de urgência. "Se não fizer isso, todos morrem."

"Você trabalha num palácio...", disse a voz, com uma expressão de confusão. "Por que eles não morrem?"

"Eles são alguns dos meus proxies", disse a figura, com uma voz calma. "É claro que eles vão morrer. Mas sempre voltam reencarnando neste mundo."

"Espera...", disse a voz, com uma expressão de surpresa. "Este mundo que eu estou... é onde você fica?"

"Sim", disse a soldada, com uma voz suave. "Fui eu que criei. Você literalmente está aqui sem motivo algum."

"Como eu vim para cá?", perguntou a voz, com uma expressão de curiosidade.

"É algum ser que eu chamo de PROXIE", disse a soldada, com uma voz calma. "Deixou o portal aberto. Então, sem querer, você entrou."

"Eu posso ir embora?", perguntou a voz, com uma expressão de esperança.

"Não", disse a soldada, com uma voz firme. "Eu gostei de você. Você cozinha bem. Você vai trabalhar para mim."

"Para sempre?", perguntou a voz, com uma expressão de desespero.

"Sim", disse a soldada, com uma voz suave.

"...", disse a voz, com uma expressão de silêncio.

"Só tome cuidado", disse a figura, com uma voz calma. "O palácio possui classes e níveis. É tipo uma Backroom. Então, eu recomendo você ficar na Classe culinária C."

"Por que essa classe?", perguntou a voz, com uma expressão de curiosidade.

"Está tendo uma guerra", disse a figura, com uma voz suave. "E muitos dos meus proxies estão com fome quando voltam para se curarem."

"É sempre isso?", perguntou a voz, com uma expressão de desespero.

"Sim", disse a soldada, com uma voz calma. "Mas não vai ser assim por muito tempo."

"Por quê?", perguntou a voz, com uma expressão de curiosidade.

"A tecnologia daqui não é muito avançada", disse a figura, com uma voz suave. "As armaduras são feitas de pano e não de tecnologia."

"...", disse a voz, com uma expressão de silêncio.

"Ok...", disse a Soldada, com uma voz calma. "Quer falar mais alguma coisa?"

"O tempo daqui é diferente?", perguntou a voz, com uma expressão de curiosidade.

"Sim", disse a Soldada, com uma voz suave. "Você está aqui há 5 dias e lá no mundo de onde você veio... se passaram uns 5 minutos."

"...", disse a voz, com uma expressão de desespero.

"Vou ficar para sempre aqui...", disse a voz, com uma expressão de resignação.

"Sim", disse a soldada, com uma voz suave. "Você vai."

Miles Infernalis  (New Update) Histórias para pegar e não largar. Descubra agora