2- As vielas

10 1 0
                                        

- Tá de sacanagem.. - Pe sorria de ponta a ponta, não podia acreditar no que estava acontecendo. Estava achando que finalmente a sorte estava ao seu favor. Virando-se, procurou o desconhecido com os olhos antes de segui-lo com o corpo.

Encontrando a mesma figura perto do bar da festa, não exitou em se aproximar do do homem. Colocando os braços e os cruzando sobre o balcão. Chamou o bartender e pediu uma cerveja de garrafa. Virando o olhar, encontrou os olhos do mestiço que o observavam com indignação e surpresa, mas tinha algo alí também. Algo que Pe sabia muito bem o que era, aquilo era tesão.

- Estou surpreso.. não imaginava que viria correndo assim que percebeu - O asiático falou com um tom de arrogância, mas era inegável que estava visivelmente feliz com aquela ação.

- Acredite, estou mais surpreso que você - O negro falou rindo e bebendo um gole da cerveja. Tricando de posição, escorou a parte de trás de suas costas no balcão. Colocando um dos cotovelos no balcão enquanto o outro segurava a garrafa.

- Achei que iria me assaltar..- O mais baixo ri enquanto fala. Era visível que seu comentário era errado e que não era digno de risada. Mas que droga, o Pe adorava essas piadas. Quer dizer, ele é melhor amigo do Zé, eles já gabaritaram o código penal só nas conversas de WhatsApp.

- Com esse rostinho aqui? Deveria pensar que quero te beijar - Pe era do tipo 8 ou 80, tudo ou nada, só se vive uma vez. Sinceramente, ele não fazia a menor ideia de onde queria chegar. Geralmente ele pararia quando conseguisse o numero da pessoa. Entretanto, ele quer ser ousado. Quer tentar mais com esse cara que estava olhando torto para ele alguns instantes atrás.

- Qual o seu nome beijoqueiro? - Esse comentário arrancou uma risada sincera do mais alto, esse que riu junto do mesmo que fez a piada.

- Pedro, mas me chama de "Pe" - Ele falou e logo estava bebendo mais um pouco da garrafa de cerveja. - E você? Tem nome?

- Arthur.. me chamo Arthur - Ele hesitou em falar, parecia que pensou antes de responder. Mas quanfo falou soltou uma risada e bebeu um pouco da bebida que antes estava tomando.

- Então Arthur.. quer ir alí naquele cantinho alí comigo? - Era ousada a proposta. Tão ousada que o próprio Pe engoliu em seco depois que falou.

- Humm.. tem certeza? - O asiático pergunta rindo, colocando o rosto perto do outro. Ele brinca entre olhar os lábios e encarar os olhos do mais alto - Vamos lá..

Pedro não contou história. Deixando a garrafa de cerveja agarrou a mão de Arthur e o levou até o conhecido "cantinho da paixão". Havia outras pessoas alí, mas elas pouco importavam para o mais alto. O negro colocou as mãos na cintura do mais baixo, colocando o rosto na curvatura do pescoço ele deixava selares aí.

Os beijos subiu até a mandíbula de Arthur. Soltando alguns suspiros e logo encarando o rosto do mais alto. Pe se afastou, olhando para os olhos daquele que ainda pouco estava desdenhando. Aproximaram seus rostos lentamente, com os olhos fechados, apenas brincando com o mento. A tensão foi se reestabelecendo a medida que os beijos no rosto se aprofundavam. Encontrando o caminho para a boca um do outro, eles se beijaram calmamente.

As mãos de Pedro descansavam na cintura de Arthur, não de forma possessiva, mas protetora. A boca do negro ficava cada vez mais ansiosa, procurando cada vez mais manter aquele momento. O ar de Arthur estava acabando, ele agarrava os ombros de forma como se procurasse ajuda. Assim separando as bocas de forma decepcionante.

Arthur estava assustado. Não era do tipo que beijava uma pessoa depois de flertar com ela apenas uma vez. Entretanto, ele queria mais. Estava ficando ousado, sem nem ele mesmo perceber. Estava com as mãos no ombro do mais alto, as passando ao redor do lescoço dele trazendo-o para perto. Ele sussurrou no ouvido dele:

— Vamos para outro lugar.. hum? – O mestiço perguntou. Assim que terminou de falar, distribuiu beijos pela mandíbula e pescoço do Pe.

— Vamos.. vamos lá – Pe falou sem pensar muito.

Partindo para fora da festa. Pe ainda encontrou com alguns colegas de faculdade, mas nem os cumprimentou. Andaram por algumas vielas, pararam em alguns becos para voltarem a se beijar. Chegaram em um motel barato, mas com boa avaliação do bairro. Arthur foi direto para o caixa e pagou o quarto, não deixou nem Pe chegar perto do caixa ou tocar na carteira.

Eles não se lembram de como conseguiram entrar no quarto, estavam ansionsos de mais para lembrar. Quando entraram no quarto e fecharam a porta, Pe agarrou novamente a cintura de Arthur e o puxou para perto de si. O beijo era afobado e desesperado por mais contato. As mãos dançavam pelo corpo um do outro, tocando e se agarrando para não se afastarem um do outro.

Arthur empurrou Pe na cama. Subindo no colo dele, inclinou-se para voltar a beijar o negro. O mais alto por si, levou ambas as mãos até a bunda do menor, assim as apertando com possessividade e ganância. Ele as separava, juntava e de vez em quando deixava um tapa na região, estava se divertindo sentindo Arthur extremecer com seu toque. Ele gostava da sensação das línguas se tocando, a sensação aveludada, o calor e o molhado, gostava por que era Arthur.

O menor por sua vez estava desesperado, nunca se sentiu tão desesperado quanto nesse instante. Agarrando a bainha da camisa de Pe, o asiático a tirou em tempo recorde. O outro, não deixando de lado, também tirou a camisa de Arthur, que revelou uma doce surpresa.

— Piercings nos mamilos? – O negro perguntou incrédulo, era uma mestura de surpresa e desesjo – Por acaso eu ganhei na Mega Sena da sorte?

O outro não fez mais do que rir acariciando o rosto de Pe. Aproximando o peitoral para perto do rosto do negro, o asiático estava nervoso. Mas ligo essa ansiedade foi substituída por um arrepio na espinha. Pe estava lambendo os mamilos avidamente, enquanto a outra mão brincava com outro.

— Você gostou?.. – A pergunta escapuliu. Não queria perguntar aquilo, era apenas um pensamento interno.

— Eu amei.. – Mas o outro respondeu animadamente, estava mais animado do que antes. Estava se divertindo equanto brincava usando sua boca com os bicos perfurandos pelo metal.

Aquela resposta só fez Arthur estremecer na mão de Pe. Mas o que realmete o pegou desprevinido foi um aperto em sua bunda com a mão liberada de Pe. Ela batia e logo apertava, estava provocando o asiático

— Por favor.. não me provoque.. – O menor fala puxando os dreads do Pe, não tão forte para machucar, mas forte o suficiente para o Pe gostar.

— Se é o que você quer.. – Pe falou e logo soltou um sorriso provocador. Ele esta animado para o que iria acontecer logo em seguida.

Próximo capítulo: 24/12/2023

Você leu todos os capítulos publicados.

⏰ Última atualização: Dec 23, 2023 ⏰

Adicione esta história à sua Biblioteca e seja notificado quando novos capítulos chegarem!

S.O.S Deu merda..Onde histórias criam vida. Descubra agora