- Maria, lá para cima!
Anahí não me deixou nem ao menos buscar água.
- Tenho sede.
- Ándale! - Maite me deu um tapinha na bunda.
Subi a contragosto.
Assim que pisei o pé no quarto as duas me jogaram na cama.
- Você sabe que tá encrencada não é?
- Além de fazer brincadeirinhas fora do limites - Maite complementou Anahí - ainda tentou fazer com que nós duas nos sentissemos culpadas.
- Mas eu fiquei mal de verdade...
- Cállate!
As duas estavam em pé na frete da cama enquanto eu estava deitada com as pernas para fora.
Fiz bico.
- Não vai adiantar fazer isso - Maite repreendeu - Você tá precisando entender algumas coisas, não acha Any?
- Huhum... Sobe!
Ela apontou para os travesseiros e eu suspirei revirando os olhos.
Como se elas fossem conseguir continuar me tratando assim por muito tempo.
- Dulce Maria...
Virei de bruços e engatinhei lentamente até os travesseiros, sabendo do efeito que teria.
Quando me deitei vi as duas engolindo em seco.
Ponto para Dulce.
- Vem cá Amor.
levantei os braços em direção a Anahí, que sabia ser a mais fácil.
- Vou não - ela negou sorrindo. - Vai ficar aí sozinha.
Ela então puxou Maite pela cintura e as duas começaram um beijo lento.
No início apreciei a vista mas quando a loira aumentou a intensidade do contato e algumas mãos começaram a ultrapassar limites me revirei na cama.
Sabia que se você até às duas seria rejeitada. Por que elas sempre fazem isso comigo?
Você precisa tomar jeito mesmo Dulce!
Anahí segurou a barra do vestido que Maite estava usando e subiu até se livrar da roupa.
Mai usava uma lingerie preta de tirar o fôlego. Passei a esfregar as coxas.
Fiz menção de que iria levanrar e recebi rapidamente um olhar de repreensão de Anahí que estava recebendo beijos e lambidas da morena no pescoço.
- Não podem fazer isso comigo. - choraminguei.
- Você está de castigo até segunda ordem.
- Eu não sou um bebê!
Quando disse isso as duas pararam e olharam para mim. Depois trocaram olhares e Maite subiu na cama engatinhando até mim.
Anahí permaneceu afastada, ajoelhando na ponta da cama.
- Está enganada Amor - Maite disse baixinho. - Eres nuestro bebê... E não deixamos ninguém tocar no nosso bebê.
Ela arranhou meu pescoço com os dentes de baixo a cima até chegar perto da orelha onde ela chupou.
Gemi e tentei puxar ela para um beijo mas a morena virou o rosto e me deu um tapinha na mão, negando com a cabeça.
- Volta Mai - Any chamou.
- Não! - Protestei - Chega, deixem de me provocar.
- Passei a noite inteira sendo provocada e aguentei - a loira debochou.
Me cansei da atitude de dela e me arrastei até a ponta da cama. Empurrei para que Any se sentasse e subi no colo da loira ficando de frente para ela, colando meu corpo no seu.
Ela abriu levemente a boca e aproveitei para invadir com minha língua. Por um momento ela não me correspondeu mas logo não pode resistir.
Mas Anahí mantinha as mãos para si e a falta de contato me incomodou.
Rebolei lentamente em seu colo a fim de provoca-la ainda mais e tive sucesso imediato.
Automaticamente senti um aperto com força na minha bunda e tive que me separar do beijo para recuperar o fôlego.
- Você é muito fraca loira - Maite comentou rindo. - Não da para brincar com você.
- A culpa é sua Amorcito, - ela desviou os beijos para o meu pescoço. - ninguém mandou sair do meu lado.
Soltei um gritinho de surpresa quando me jogou de volta na cama mas esperei com expectativa que as duas se juntassem a mim.
Maite não perdeu tempo e como já estava quase sem roupas se dedicou a tirar as minhas.
Ajudei pouca coisa a ela, a todo tempo que ela ia tirando as peças eu me preocupava unicamente em tocá-la.
Quando ela terminou eu estava completamente nua e ao buscar Anahí vi que a loira estava igual.
Puxei ela pelo braço e deitou de bom grado ao meu lado.
Antes que pudesse beijar a loira senti como Maite separou minhas pernas e observei mordendo os lábios a morena se encaixar na minha coxa esquerda.
Era a única que ainda tinha roupa mas se deitou sobre mim se esfregando na minha coxa.
Prendi o fôlego segurando com força a cintura dela.
- Droga Maite...
A ação teve o mesmo efeito em Anahí que puxou Maite para um beijo desesperado.
Eu estava queimando e e levantei o quadril para me encaixar com Mai e acompanhei o ritmo dela em busca de liberação.
Anahí soltou um gemido arrastado ao notar a movimentação e vi quando levou uma mão para o meu das próprias pernas.
Ataquei o pescoço da loira com vontade, dando beijos, chupadas e lambidas e substituí sua mão pela minha.
Com a mão livre, Anahí agarrou meus seios, apertando e massageando.
Em algum momento Maite tinha tirado a calcinha e continuamos nesse mesmo ritmo até chegar ao nosso ponto máximo.
Gritos e gemidos sem fôlego preencheram o quarto e de repente todo aquele pico de energia se transformou em mais puro cansaço.
Afinal tínhamos feito um grande show aquela noite e as horas na boate só colaboraram para o cansaço.
Sem falar mais nenhuma palavra nos enroscamos mais ainda uma na outra e eu enfiei minha mão no sutiã ainda posto de Maite.
Desse jeito caímos em um sono profundo.
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