Três meses e duas semanas depois.
Príncipe David
-Oh Luzis do céu! Me ajude. - exclamei diante do meu nervosismo enquanto terminava de verificar se as ondas do meu cabelo estavam contidas e alinhadas.
Saio do quarto para ir em direção ao meus pais para adentrarmos juntos o salão onde acontecem as refeições. Tento não pensar em tudo que está acontecendo, embora seja quase impossível. O que me distrai e me faz esquecer nem que seja por um breve momento é a reverência dos soldados:
-Bom dia Alteza- diz o comandante Calebe, responsável pela ronda e a guarda do terceiro andar do palácio, onde ficam os assentos reais, fazendo uma breve reverência seguida pelos outros soldados do mesmo corredor.
-Bom dia comandante - digo firme e alegre, agradecido pela dedicação deles - soldados.
Eu viro ao corredor em direção ao escritório do meu pai, o Rei, certo de que a essa altura da manhã ele já esteja trabalhando e discutindo melhorias para o povo sem nem antes ter tomado o café. E certo mais uma vez, assim que bato a porta ouço a permissão de entrar.
Assim que entro vejo que não é só uma reunião simples de rei e rainha, pois conselheiro e grande amigo deles está presente também, o que me faz ser formal:
-Majestades - digo fazendo uma reverência ao meu pai e depois a minha mãe, recebendo o balançar de suas cabeças como aprovação - Rodolfo, é um prazer vê-lo e recebê-lo aqui novamente - digo estendendo o braço para um breve aperto de mão.
-Alteza, o prazer é todo meu - diz fazendo sua reverência.
Ficou um silêncio um tanto constrangedor, dava a impressão de que a conversa deles antes da minha presença era algo que não podia continuar comigo lá. Graças a Luzis - gostava de falar assim porque o nome do reino lembrava luz, que era o que eu mais precisava em momentos de aflição e confusão como a que eu estava agora - Rodolfo resolveu dar um fim nisso, dando uma tossida nada discreta:
-Bom eu já estava de saída - disse ele olhando para cada um dentro da sala - Majestades, Alteza - disse se curvando em reverência - até semana que vem.
-Nos vemos semana que vem - disse o rei apertando a sua mão, minha mãe só o lançou um sorriso bondoso e gentil.
Assim que ele saiu, fui em direção a eles depositando um beijo na testa de minha mãe e um aperto de mão com meu pai.
-Tudo bem, querido? - disse minha mãe automaticamente, algo que dona Lilly fazia sempre, mas aproveitei para me abrir nem que seja um pouco.
-Confesso que mais ou menos. Ansioso.
-É normal se sentir assim, mas vai ficar tudo bem querido, confio em sua decisão, sei que fará a escolha certa - disse com seu sorriso consolador, enquanto depositava tapinhas em meu ombro assim que levantou - vamos Dominic, depois terminamos, não vamos deixar as moças famintas.
Assim saímos e fomos em direção ao salão para nos encontrarmos com as meninas, eu ao encontro delas e ao início do fim daquela grande escolha. Que Luzis me ajude.
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A Escolha
KurzgeschichtenO conto se passa no final de um torneio onde restam 3 de 15 moças que foram para o Palácio de Luzis com a oportunidade de se tornar a futura princesa. Porém o príncipe David precisa até o final da semana dar um fim nisso e ter uma noiva, quem será...
