Olhos amarelos

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EU PROMETI E CUMPRI!

Foi difícil viu? Pq foi caótico escrever quanto tentava manter as coisas em ordem por aqui do God Killer de Aniversário, mas eu consegui e tô muito feliz. São só dois capítulos, eram pra ser três, mas não rolou. Porém abre brecha pra postar uns 4 na próxima atualização.

Esse começo é beeeem lento, mas eu acho que vale a pena. Tem elementos novos, tem mais tensão, e tô satisfeita com a construção até o momento.

 Comentem e votem por favorzinho, se puderem <3

amo vocês demais xxx

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Os sonhos eram consistentes, como uma cena sendo exibida de novo e de novo. Olhos amarelos, grandes e vibrantes olhando para mim. Olhos de um lobo. Não havia um corpo encarando, apenas os olhos, me observando através da escuridão. Tinha acontecido tantas vezes que não deveriam mais me causar medo, mas sempre acabava acordando em pânico, sentindo meu coração pulsar tão forte que doía no peito.

Aquela noite, porém, o sonho mudou. Havia um homem do lado dos olhos amarelos que me encaravam. Seu cabelo era loiro. Não, branco. Os olhos pretos, completamente negros, e a pele cinzenta, como de um cadáver num processo inicial de putrefação. Ele ainda usava uma armadura de couro, mesmo que despedaçada, e segurava numa das mãos um capacete de metal, com uma crina azul presa no topo. Mesmo que seus olhos fossem totalmente escuros e não pudesse distinguir sua íris, sabia que olhava pra mim. Conseguia sentir que me encarava, do meio das arvores, através da minha alma.

"É... você? É você... ela?"

Mesmo que sonhasse, ainda senti a confusão pela pergunta. Era uma pergunta! A primeira vez em todos esses dias que algo era dito, ou nesse caso, questionado.

"Você vai morrer... Mesmo se não for ela... mesmo se for uma trama para me torturar..." e seu sorriso largo me causou mais medo que seus olhos "Vai morrer".

Ao contrário do que pensei por anos, mesmo sonhos terríveis não faziam pular da cama e levantar no susto, respirando alto, como nos filmes de terror. Ao menos não comigo. O máximo era tremer um pouco quando abria os olhos, e meu coração acelerar como uma máquina. Talvez se conseguisse realmente pular da cama, uma parte da adrenalina iria embora junto com o movimento. Quando olhei para o lado, Jimin dormia com a boca meio aberta, abraçado num travesseiro, uma das pernas caindo pra fora da cama, mas os moveis eram tão altos que seus dedos não tocavam o chão.

Lá fora ainda era noite, a luz da lua escapava para dentro do quarto pela fresta da cortina. Todo o resto do cômodo estava escuro demais para ver qualquer coisa além de um pedaço da mala. Aquele lugar me fazia não querer dormir, com medo do que viria em seguida, ao mesmo tempo que queria dormir por meses, e acordar quando tudo acabasse. No fim, eu adormeci de novo... e não houve sonhos dessa vez.

— Acorda! — ouvi no mesmo momento que uma mãozinha me acertou um tapa no rosto. Abri um olho só, e ver que HanSung estava animado para o dia ao menos aliviou um pouco minha raiva sobre aquele lugar — Pai de Jiminie tá aqui — disse, e essa parte com certeza me fez acordar mais rápido.

O senhor Park era um lorde importante, a família tão antiga quanto a nossa, mas não sobrou muito da fortuna deles depois do pai de Jimin ter apostado milhões em jogos de azar. Eles ainda eram ricos, isso era um fato, mas não tanto quanto antes. Por essa razão, o senhor Park estava determinado a tirar o máximo de dinheiro dos dotes dos filhos, conseguindo muito dinheiro das irmãs do rapaz e, no momento estava "vendendo" Jimin como um artigo raro. Tecnicamente, Jimin era mesmo um artigo raro, mas ainda assim...

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