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1. Primeiro capítulo

•|entre cicatrizes e segredos.|•

Estava no meu quarto arrumando as minhas coisas para me mudar para a minha nova casa. Minha mãe, depois de muito tempo, casou-se novamente com um homem que se tornaria o meu novo padrasto. Ouvi dizer que ele tem um filho, mas isso não me importou muito. Para ser sincera, eu não estava aceitando nada disso, pois não queria deixar toda a minha vida na minha cidade para morar sob o teto de um completo desconhecido. No entanto, como queria ver a minha mãe feliz, tive que aceitar.

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•📜Minha história.
Contém tema sensível! ⚠️

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Quando eu tinha apenas 10 anos de idade, minha mãe me disse: "-Maya, se esconde dentro do guarda-roupa e não saia daí por nada". Eu obedeci, sem entender o que estava acontecendo. Minha mãe parecia nervosa. Após alguns minutos escondida, ouvi um barulho de vidro quebrando. Curiosa, saí do guarda-roupa e fui para a cozinha, onde encontrei minha mãe no chão, machucada. Meu pai estava ao lado dela com um cinto na mão. Assustada, gritei: "-Pai, para!". Ele virou-se para mim, riu e disse: "-Olha quem está aqui... a pequena vadia." Minha mãe interveio, "-Klaus, não faça nada com ela! Ela não tem nada a ver com a nossa briga!" Não entendia por que meu pai estava agindo assim, mas estava com medo. Minhas mãos tremiam.
Ele se virou de novo para minha mãe e disse: "-Cala a boca, sua putinha! Quem te deu permissão para falar?" Meu pai veio em minha direção. Estava tão assustada que não conseguia me mexer. Ouvi minha mãe gritar, "Corre, Maya!". Corri para o guarda-roupa e fechei a porta. A casa estava escura e eu não conseguia ver nada, então liguei a lanterna que estava no meu bolso. Ouvi passos se aproximando e comecei a rezar para que ele não me encontrasse. Então, a porta do guarda-roupa se abriu. Fechei os olhos de medo e ouvi meu pai dizer: "Te peguei!". Senti uma dor intensa na barriga. Ele estava me cortando com um canivete. Tudo ficou preto.
Quando acordei, estava no hospital com minha mãe ao meu lado, segurando minha mão. Ela estava chorando. Perguntei: "-Mãe, o que aconteceu?" Olhei para minha barriga, que estava enfaixada. Minha mãe me abraçou e disse: "-Que bom que você acordou, filha. Estava muito preocupada com você, meu amor." Eu a abracei de volta.

Esse episódio foi um trauma para mim. Até hoje, quando alguém fala alto comigo ou levanta a mão, começo a chorar. A cicatriz na minha barriga ainda está lá, e faço de tudo para escondê-la.
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Depois de arrumar minhas coisas na mala, vou direto para o carro da minha mãe. Ao entrar no carro, minha mãe diz:"Filha, eu sei que você não está feliz com a mudança para outra cidade... mas faça isso por mim, seja gentil com seu padrasto e seu irmão adotivo, ok?" Eu estava muito irritada com tudo isso, tudo o que eu queria era silêncio e que ninguém falasse comigo naquele dia, mas parece que nem isso eu conseguia. " Tá bom mãe, a única que está saindo ganhando nessa história toda é você. E eu? Vou ter que abandonar minhas amizades e meu namorado. Você só diz isso porque não está no meu lugar." Minha mãe, por outro lado, não disse nada quando eu falei isso para ela. Depois disso, não trocamos uma palavra no caminho para a nova casa.

Quebra de tempo ⏰.

Finalmente chegamos após um longo tempo. Olho ao redor e vejo apenas meu padrasto e seus empregados. Descendo do carro, um deles vem pegar minha bagagem. Eu poderia fazer isso sozinha, então digo a ele, "Posso levar isso sozinha". Mas ele insiste, "Esse é o meu trabalho, então eu levo". Puxo a mala de volta e insisto em carregá-la eu mesma, mas ele acaba levando.
Minha mãe e eu nos dirigimos à entrada da mansão, onde estava meu padrasto. Eles começam a se envolver em efusões de carinho, então decido entrar na casa. A casa é enorme; me pergunto como vou encontrar o banheiro. Subo para o meu quarto, que é simples e arrumado. Pedi à minha mãe que não o deixasse tão luxuoso quanto o resto da casa; eu realmente não estava acostumada com isso.

Coloco minha mala no lugar e vou direto para o chuveiro tomar um banho, estava muito cansada. Enquanto a água quente caía sobre meu corpo, comecei a pensar como seria minha vida daqui para frente, morando com meu padrasto e meu irmão adotivo. Depois do banho, pego uma roupa da mala e visto um pijama de cetim super confortável. Então, apenas penteio meu cabelo e vou me deitar.

01:00 da manhã ⏰

Acordei de madrugada com sede e decidi ir à cozinha beber água. Ao chegar lá, abri a geladeira e peguei uma jarra de água. Quando estava fechando a geladeira, vi uma figura atrás dela - era meu irmão postiço. Levei um susto com sua presença e exclamei, "Maya - Que susto!". Ele me deu um sorriso de canto e respondeu, "Tom Kaulitz - Calma, gatinha, não precisa se assustar". Revirei os olhos e me perguntei quando ele ganhou a intimidade de me chamar de gatinha.

Maya - Como espera que eu não me assuste se você chega de mansinho?", respondi, cruzando os braços. Ele era bonito, mas intrometido.
"Tom Kaulitz - Então, você é minha nova irmãzinha?", ele perguntou. Antes que eu pudesse responder, ele me interrompeu, que idiota! "Tom Kaulitz - Tanto faz, eu não quero saber. Só quero te dizer uma coisa, gatinha."

Ele se aproximou, me fazendo encostar na bancada. Colocou as duas mãos na bancada, me deixando presa. "Tom Kaulitz - Olha, princesa... não cruze mais meu caminho, porque se você cruzar, eu não vou conseguir me controlar."
Eu não entendi o que ele quis dizer com "Eu não vou conseguir me controlar". Como eu não vou cruzar o caminho dele se moramos sob o mesmo teto? Mas tanto faz, eu não ligo, ele que cruzou meu caminho primeiro.
"Tom Kaulitz - Enfim, era só isso mesmo. Tchauzinho, gatinha." Ele deu um sorriso malicioso antes de sair, mas eu não me importei. Se ele colocar um dedo em mim, eu o mato. Depois que ele saiu da cozinha, peguei a jarra e enchi um copo com água. Bebi e voltei para o meu quarto, onde voltei a dormir.

Nota: capítulo bem merda, mas vai melhorar no 2.

Entre Cicatrizes e Segredos | Tom Kaulitz.Onde histórias criam vida. Descubra agora