No silêncio da noite, minha alma clama,
Por um amor que se perdeu na trama,
Intenso demais, talvez, para este mundo,
Deixando no peito um vazio profundo.
Amei com força, sem temer o abismo,
Entregue-me todo, sem qualquer cinismo.
Mas o amor que dei, pareceu demais,
E na intensidade, encontrei a paz.
Mas a paz se foi, com o amor que partiu,
Deixando-me só, com o coração vazio.
Será que errei, por amar com tanta paixão?
Ou foi o destino, cruel em sua lição?
A dúvida me consome, me corrói por dentro,
Será que amar tanto é um erro, um tormento?
Ou será que o amor simplesmente não foi visto,
E eu fui apenas um sonhadora, um idealista?
A tristeza de ser insuficiente, mesmo sendo intenso,
É uma dor que não se cala, um lamento imenso.
Amar demais, será que é um pecado?
Ou é apenas um coração não comespondido, despedaçado?
Agora caminho, com a alma em desalinho,
Procurando entender o amor e seu caminho.
Aprendendo que talvez não haja certo ou errado,
Mas que cada amor é único, um destino traçado.
Então, que este amor intenso seja minha guia,
Na busca por um novo dia
E que a intensidade não seja minha ruina,
Mas a força que me ensina.
A amar novamente, com toda a emoção,
Aceitando a tristeza, mas também a paixão.
Pois o amor é um risco, uma aventura sem fim,
E mesmo em dor, ele vive em mim.
