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Fui eu quem, por descuido,
Abriu a janela para a tempestade,
Eu acho que o caos, sem aviso,
Agora, entre sombras e ecos de riso,
Minha alma se apega ao que era.

E em cada esquina, as memórias estão com pressa,
o vento arrasta as memórias para longe, mas não posso desfazer.
Deste jogo de culpa e desejo,
Meu coração está dividido entre a dor e o amor...

Pois embora o vento leve meu desejo,
Fui eu quem deixei a janela aberta para o clamor.

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