10. Sonhos ou Pesadelos

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POV ROBERT PATTINSON



Abri a porta da minha casa assim que ouvi a campainha tocar e dei de cara com Ana Carla ali, com uma expressão torturada e a respiração ofegante.

- O que quer aqui?- perguntei Franzindo o cenho.

Ela deu um passo a frente, colocando suas mãos em meu peito nu, pois eu estava em minha casa e estava sem camisa.

- Eu quero você.- ela disse me arrepiando com seu toque, segundos antes de me beijar.

Seus lábios eram quentes nos meus e por meio segundo eu hesitei, não entendendo como ela tinha ido de " eu te odeio" para um beijo tórrido.

Coloquei minhas mãos em sua cintura, subindo por suas costas,sentindo sua pele por cima do vestido colado que usava, trazendo seu corpo para mim.

Suas Mãos subiram para o meu pescoço,passando para minha nuca e quando ela puxou meu cabelo eu simplesmente sai de mim.

A ergui do chão, forçando a garota a entrelaçar as pernas em minha cintura e fui até o tapete da sala, deitando sobre ela.

Procurei por algum zíper no vestido, nossos lábios e línguas travando uma batalha sem vencedor, com Ana Carla emitindo gemidos curtos e então, quando não encontrei nada que indicasse por onde abrir o vestido, ela tirou a boca da minha e disse:

- Rasga.

Olhei em seus olhos castanhos, procurando um sinal de brincadeira, pois achava que a qualquer momento ela ia me aprontar alguma, mas não encontrei nada.

Segurei a gola alta do vestido e com minhas duas mãos o puxei, o tecido se abriu como papel, revelando um corpo... de babar.

A pele negra macia, os seios redondos com mamilos apontados para mim, a barriga lisinha e a boceta livre de pelos brilhando de excitação.

Salivei.

- Não vai tirar a sua?- ela perguntou olhando para minha bermuda.

- Claro que vou.- falei ficando de pé e baixando a peça que vestia.

Mas então o olhar de Ana Carla me instigou, ao olhar pro meu pau me assustei.

Ele estava com menos da metade do tamanho que tinha.

Apavorado eu gritei:

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Abri os olhos encarando a claridade do meu quarto, meu coração batia acelerado e minha respiração estava ofegante.

Assustado puxei o lençol e coloquei a mão sobre meu pau dentro da cueca que usava.

- Graças a Deus.- murmurei ao sentir o seu tamanho de sempre.- Foi só um sonho.

Sai da cama, ainda meio atordoado.

Se não fosse a palhaçada daquela fedelha irritante em me pintar daquela forma, com certeza eu estaria curtindo meu sono depois de ter chego em casa e fumado meu baseado.

Fui até a cozinha, ignorando o tapete persa em minha sala e busquei por um copo de água.

Minha mente traiçoeira me dando flashes do sonho sem noção.

Até parece.

Ana Carla batendo em minha porta para transar.

Só se for uma emboscada pra cortar meu pau fora.

Aquela garota era louca.

Enquanto eu divagava meu celular tocou em algum lugar da casa.

Estranhei.

Eram duas da madrugada, quem poderia estar me ligando?

Caçei o aparelho sobre o bidê do quarto e franzi o cenho para o número desconhecido.

Mandei direto para a caixa postal.

Esse povo não tinha noção, não? Isso era hora de aplicar golpe?

Bufei, me jogando na cama, tentando voltar a dormir, mas sempre que fechava os olhos a imagem de Ana Carla nua no chão da minha sala invadia minha mente.

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- Aí!- exclamei ao levar um soco no lado direito do rosto.- Porra, essa doeu.

Thiago, meu treinador de box riu.

- Está dormindo ainda?- perguntou batendo suas luvas uma na outra e dando pulinhos no lugar.- Vamos, Batman, reage.

Desgraçado.

Para ele era fácil falar.

- Eu não dormi direito, cara.- falei passando a mão com luva no cabelo.- Tive pesadelos a noite inteira enquanto recebia ligações de um número estranho.

- E o que eu tenho haver com isso?- ele perguntou vindo para cima de mim, recuei,  me esquivando de seus socos e tentando lhe acertar algum, mas sem sucesso.- Foco, Pattinson, esvazie sua mente... FOCO.

Eu não conseguia focar.

Minha cabeça estava contaminada por um morena metida de seios fartos e uma imagem bizarra de mim pelado e sem pau.

Bufei, me jogando no chão.

- Chega.- falei.- Não quero e não vou mãos treinar hoje, preciso descansar.

- Você precisa é transar, irmão.- Thiago disse tirando suas luvas. Ergui uma sobrancelha para ele.- É sério, isso aí é porra acumulada.

Ele até podia ter razão, fazia mais de um mês que eu não transava com ninguém.

Não era por falta de opção, elas sempre me queriam. O problema era que todas elas pensavam que iam viver um romance de cinema ao meu lado.

Era cansativo e decepcionante ter que explicar todas as vezes que eu não era nada parecido com o Edward Cullen.

Pensar nisso me fez lembrar da bola de pelos laranjado que Ana Carla tinha como pet.

E isso me fez grunhir alto e virar de bruço no tatame.

De novo a fedelha estava na minha cabeça.

Merda.

Eu tinha que dar um jeito de parar de pensar naquela garota.





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