"Em meu sangue consiste as terríveis batalhas da Lua de sangue vista quando os seres sobrenaturais que habitavam naquela floresta eram os mais fortes do que a população humana, muitas vezes, ninguém podia sair vivo dessa situação, levando, possivelm...
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Levantar todas as manhãs sempre foram as mesmas, mas hoje estava chovendo com ventos fortes batendo nos meus pés que estavam saltados para fora do cobertor, acordei após sentir um arrepio do frio e, calcei meus chinelos notando a ventania brava e a chuva do lado de fora da janela.
Cheguei mais perto vendo todas as pessoas de guarda-chuva e roupas para se protegerem tanto do vento como das goteiras, Meggy permanecia dormindo e sem esperanças de acordar, então, aproveitei-me para fazer minhas higienes e trocar minhas roupas.
─ Ué. ─ Enquanto cuspia o resto da pasta de dente na boca, a luz do cômodo do banheiro acabara de ser apagada, e pelo visto acabou a luz pelo vilarejo todo. Levantei minha mão direita enquanto me apoiava nas paredes, tentando a todo custo ir em direção à porta em que estava fechada e não dava para ver a fresta da luz do meu quarto, e assim que peguei na maçaneta ouvir alguns barulhos vindos na parte mais escura do banheiro, que não dava para enxergar nada, exceto se a luz estivesse acesa.
Receosa fui caminhando na direção da pia onde estava o espelho para ouvir os barulhos mais de perto, até me assustar com o relâmpago gigantesco e barulhento que se fez presente do lado de fora da casa, fazendo com que uma criatura saísse detrás das cortinas batendo suas asas e voando na direção de uma pequena janela que estava no banheiro, porém, a claridade era horrível do lado de dentro.
A luz voltou me fazendo dar um pulo e sai às pressas do banheiro, vendo minha irmã sentada na cama coçando os olhos.
─ Ouvi um grito vindo de dentro do banheiro, o que você viu? Se assustou com o relâmpago? ─ Meggy permanecia na mesma posição, sentada na cama enrolada nas cobertas já que estava frio.
─ Assim que entrei no banheiro a luz havia acabado, e do nada sai atrás das cortinas do chuveiro um morcego, me pergunto o que essa criatura fazia ali.
─ Que negócio esquisito, mas ele já foi? ─ Ela falou com medo, pois não suportava bichos voadores.
─ Já sim! Pode ir. Eu vou me arrumar aqui mesmo.
Meggy caminhou com receio para o banheiro, pois pensava que aquele animal tinha voltado, porém, não. Vesti minhas roupas mais confortáveis para o hoje, chuvoso e frio e desci para a cozinha no qual deu para sentir o cheiro do café saindo na hora.
Gabriel estava fazendo o café, este colocava a água no bule, a mesa não estava tão recheada de coisas dessa vez, diferente das refeições pela manhã feitas pela senhorita Mendeleev, tudo que via na mesa era pães quentinhos e um bolo de fubá, ao lado dos pratos e xícaras havia também um pequeno pote de geleia e manteiga.
─ Bom dia, Anna! Pelo visto o clima de hoje não é um dos melhores. ─ Comentou colocando o bule com o café feito em cima da mesa, ao lado dos pães.