Consegui contatar Gustavo, o irmão mais velho de Benício. Ele revelou uma dolorosa verdade. Anna, mãe deles, depois de duas gestações de meninos, sonhava em ter uma menina. Quando engravidou novamente, a felicidade tomou conta da família, mas o destino foi cruel. Ela perdeu o bebê e mergulhou em um luto devastador. A família ficou devastada. Eu e Benício éramos muito próximos, quase namorados, mas nos afastamos sem que eu soubesse o porquê.
Compartilhei a história com Samara, que ficou profundamente tocada. Ao sair do quarto, ouvimos um som vindo do fundo da casa. Lembrei da linda varanda luxuosa e seguimos até lá. Encontramos a mãe de Benício. Nos assustamos mutuamente. "Que susto! Pensei que estivessem na capital!" exclamei. Ela respondeu, emocionada: "Estávamos, mas já voltamos. Que surpresa te ver aqui."
Ela chamou seu marido, Joseph, e Gustavo. Todos estavam ali, exceto Benício. De repente, senti mãos familiares me abraçando por trás. O perfume de Benício me envolveu. Virei-me e o abracei com força, matando as saudades acumuladas. Ficamos ali, rindo, comendo, e por um momento, parecia que o luto tinha se dissipado. De vez em quando, me chamavam de "Aurora", um erro que relevei, afinal, todos erram.
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A casa da memória perdida
أدب الهواةJuliana e Benício, após um período de separação causado pelo luto, reencontram-se em uma casa moderna. Enquanto cuidam do jardim, confrontam segredos familiares e reavivam um amor interrompido. A história explora temas de perda, perdão e renovação...