Hearts on the run

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"Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."

Friedrich  Nietzsche

Na noite seguinte ao baile, William caminhava pelo corredor de pedra do castelo com passos pesados

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Na noite seguinte ao baile, William caminhava pelo corredor de pedra do castelo com passos pesados. Ele estava frustrado e confuso. Seu coração clamava por Zayara, mas ele sabia que a situação era muito mais complicada do que sua mente conseguia processar. Quando entrou no salão principal, Aurora estava à sua espera, de braços cruzados e olhos ardendo de fúria.

— Você perdeu o controle completamente, William! — disparou ela, aproximando-se. — Um dos meus guardas viu você beijando Zayara! Como pode trair seu reino dessa forma?

William suspirou, passando a mão pelos cabelos.

— Aurora, você não entende...

— Não entendo? — ela interrompeu, a voz cheia de desprezo. — Zayara destruiu nosso reino! Foi ela quem traiu você! Foi por causa dela que estamos nessa situação! E mesmo assim, você... você ainda a protege?

Ele se aproximou, encarando-a com intensidade.

— Sim, eu protejo. Porque, por mais que você diga que ela me traiu, eu sei a verdade. Aurora, ela foi incriminada. E, acima de tudo... Zayara é a única pessoa que amei na vida.

Aurora recuou, atordoada com a confissão.

— E eu? — perguntou, a voz tremendo. — Sou apenas um instrumento político para você, não é?

— Aurora, nosso casamento foi uma aliança. Você sabia disso desde o começo. Eu respeitei nosso acordo, mas nunca menti sobre os meus sentimentos.

Ela tentou conter as lágrimas, mas não conseguiu.

— Então, por que estou aqui? Por que continua me mantendo nesse castelo, fingindo que somos algo que nunca fomos?

William se aproximou mais, segurando-a pelos ombros.

— Aurora, você está aqui porque nosso reino precisa de estabilidade. Nosso casamento trouxe isso. Mas não confunda política com amor. O que eu sinto por Zayara... é algo que transcende qualquer lógica.

Aurora soltou-se de suas mãos, recuando.

— Você é patético, William. Continuar correndo atrás de uma mulher que destruiu tudo o que construímos?

Ele deu um passo à frente, a voz baixa e fria.

— Fique longe de Zayara. Ela não é problema seu. Da Zayara cuido eu.

Aurora tentou responder, mas antes que pudesse, William a segurou pela cintura e a beijou com força, num gesto de possessividade. Por um momento, ela cedeu, mas logo percebeu algo estranho. Quando ele afastou os lábios, seus olhos estavam distantes.

— William? — chamou Aurora, tentando puxá-lo de volta à realidade.

Ele deu um passo para trás, a expressão perturbada.

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