Revenge or Love

62 31 71
                                        


"O amor não se vê com os olhos, mas com a alma."
— William Shakespeare

Na madrugada seguinte, Zayara acordou com o som de sua respiração acelerada e a sensação de calor no rosto

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Na madrugada seguinte, Zayara acordou com o som de sua respiração acelerada e a sensação de calor no rosto. Ela estava suando, o pesadelo ainda reverberando em sua mente. As imagens de seu pai caído, o reino sendo destruído, e o momento devastador em que perdeu seu filho estavam vívidas como se tivessem acontecido há poucos minutos. Ela engoliu em seco, sentindo o peso da dor em seu peito.

Enquanto os olhos dela se ajustavam à escuridão do quarto, ela percebeu que não estava mais sozinha. Sungjin estava ao seu lado, deitado na cama, seu corpo relaxado, mas seus olhos ainda abertos, observando-a com preocupação. Ele havia acordado no momento em que ela gritou, e seu olhar suave de compreensão a fez sentir-se segura, mesmo nos momentos de maior tormenta interna.

Zayara se virou para ele, o rosto pálido e ainda em choque. Sungjin, com um movimento cuidadoso, levantou-se e a puxou para perto, envolvendo-a em seus braços com a delicadeza de quem sabia que ela precisava de apoio, mas também de espaço.

— Você teve o pesadelo de novo, não foi? — ele perguntou suavemente, seu tom de voz cheio de compaixão.

Zayara não respondeu de imediato, deixando as lágrimas caírem livremente. Ela nunca havia se permitido chorar assim, nem mesmo em seus momentos mais baixos, mas agora, ao sentir a presença protetora de Sungjin, algo nela finalmente cedeu.

Ele não disse mais nada, apenas a manteve próxima, sem pressa, permitindo que ela chorasse o quanto fosse necessário. Depois de um tempo, ela se acalmou, seus soluços diminuindo, e ela olhou para ele, tentando encontrar algum conforto nas palavras que ele pudesse dizer.

— Não está sozinha, Zayara. — Sungjin murmurou, ainda com a voz baixa, mas firme. — Estou aqui. Vou ficar aqui, não importa o que aconteça.

Zayara respirou fundo, sentindo o calor e a segurança de seus braços, e se afastou um pouco, mas não o suficiente para perder o contato. Ela precisava daquele toque, daquela conexão.

— O que aconteceu comigo, Sungjin? — perguntou ela, com a voz trêmula. — Por que o destino foi tão cruel comigo? Eu só queria amar e ser amada. Mas tudo o que consegui foi destruição.

Sungjin acariciou suavemente os cabelos dela, com um sorriso triste.

— O destino é complicado, Zayara. Às vezes, ele nos faz sofrer para nos tornar mais fortes. Não podemos entender tudo agora, mas não significa que a dor vá durar para sempre. Eu estou com você, e juntos vamos encontrar um caminho. Eu te amo, e vou proteger você.

As palavras dele a tocavam profundamente, como se ele pudesse realmente compreendê-la de uma maneira que mais ninguém jamais poderia. Zayara olhou para ele, com os olhos ainda marejados, e sussurrou:

— Eu também te amo, Sungjin.

Ele sorriu suavemente e a beijou a testa com carinho.

Naquela manhã, quando o sol começou a entrar pela janela, iluminando o quarto com uma luz suave, Zayara fechou os olhos por um momento, tentando deixar as sombras do passado para trás, mesmo que fosse apenas por um breve momento. Ela sabia que ainda havia um longo caminho a percorrer, mas agora, com Sungjin ao seu lado, ela sentia que tinha algo pelo qual lutar.

Caminhos EntrelaçadosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora