Jimin é alguém cujo muitos temem, ser o consigliere da máfia italiana só trouxe inimigos para si e para pessoas que ele custa a todo momento poteger, por isso que em sua vida pessoal ele não se abre em hipótese alguma para o amor.
Frio, irresistíve...
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Bernard adentrou a mansão como se aquele espaço fosse seu. Nada ali tinha mudado, a não ser o cheiro enjoativo de pimenta e café que fez seu estômago revirar.
Taehyung desceu as escadas, seus cabelos ainda estavam úmidos pelo banho recente e usava um conjunto de moletom, emprestado de Jimin. Estranhou a presença do loiro ali, mas não podia arrancar a cabeça dele, conforme seu lobo pedia.
Seria traição.
— O que está fazendo aqui? – Perguntou de um jeito arrogante. – Pelo que sei você não tem permissão de entrar nessa residência, Anouk. – Seu tom irritadiço, fez os ouvidos do outro arderem.
— Vim falar com Jimin. – Cruzou os braços, sentando no sofá. – Achei absolutamente patético o jeito que aquele petulante estragou nossa conversa. – Fez um bico, fazendo Taehyung revirar os olhos. – Quero vê-lo.
— Não.
— Não? – O loiro arqueou uma sobrancelha, revelando seu descontentamento. – Você não é caralho nenhum para mandar em mim, lobinho. – Seu deboche foi o suficiente para fazer Taehyung se aproximar dele. O cheiro sendo espalhado pela sala, espantando qualquer um que estivesse do lado de fora.
Ele travou o maxiliar antes de levar as mãos até o pescoço de Bernard, apertando tão forte, lhe impedido de respirar.
— Escuta seu desgraçado. – Anouk tentava se soltar do aperto, buscando ar, mas era quase impossível. – Aguentamos a suas merdas no passado por causa do seu pai. – A voz do alfa saia baixa, tenebrosa, as íris castanhas denunciavam o sadismo no olhar dele. – Mas não vamos tolerar nenhuma gracinha que vier de lixos iguais a você. – Sussurrou baixo. – Então sugiro voltar para o inferno que saiu, antes que arranque sua cabeça e coloque ela dentro de uma caixa para dar de presente a sua família. – Taehyung o soltou de súbito, como se o simples toque queimasse suas mãos.
Bernard caiu sobre o sofá, arfando como se tivesse engolido fogo. Os dedos foram instintivamente ao pescoço, onde a pele já se tingia de vermelho. Tossiu, cuspindo ao chão o gosto metálico da humilhação.
Silêncio.
Um silêncio tão espesso quanto a raiva que fervia dentro dele.
Quando finalmente ergueu os olhos, havia algo diferente em seu olhar, não era medo, não completamente.
Era ódio.
Um ódio gelado, calculado, que latejava por trás da íris azulada como veneno prestes a ser destilado.
— Covarde… – Cuspiu com a voz rouca, cada sílaba rasgando sua garganta. – Sempre se achando melhor porque tem um maldito gene de um lúpus. – Tentou se levantar com dignidade, mas o corpo ainda trêmulo o traiu. Cambaleou até apoiar-se no encosto do sofá, o peito arfando. — Vocês se acham donos de tudo, não é? – Ele sorriu, um sorriso feio, torto, tingido de ironia e escárnio. – Mas até os alfas sangram, Taehyung. E quando sangram… sangram muito. - Olhou para o alto da escada, como se esperasse que Jimin aparecesse ali, tivesse ouvido, intervisse. Mas o corredor permanecia vazio. - Isso vai ter volta. – Bernard ajeitou os cabelos loiros desgrenhados, os dedos tremendo discretamente. – Você acha que me intimidou? – Ousou dar um tapinha nos ombros do moreno, mas o Kim rosnou o impedido. – Não, lobinho, você somente me deu mais motivos para acabar com vocês. – Passou por ele com o ombro erguido, mesmo que o cheiro de medo ainda lhe escapasse pelos poros. - Ah… diga ao Jimin que eu voltarei. – Ao cruzar a porta, parou por um segundo. – E da próxima vez… não serei tão educado. – A porta bateu com força.