Café da tarde, espelho no chão
Raiva bate na porta, igual um grão
Boca ferida, lago ao fogo
Eles assumem que não sei nadaEu sabia que estava ali, ouvindo todo grito
Escondendo numa cabana feita de palitos
Olhando com olhar vazio
Eu me cai como um velho floco de neve
Quando o verão chegar
Derreteu aos poucos mas ainda esteve aliFilho de dois, não é filho de ninguém
Disse o que pensava, morreu enquanto afastava
Eles assumem que não sei nada
Bati na porta em plenos pulmões
Chorei por algo que nem por mim foi causado
Eles assumem que não sei nadaEu estava ali, deitado no meu quarto
Fone no volume maximo
Eu te conhecia, ela não sabia
E quando eu cai como floco de neve, dentro de uma lareira
Eu me derreti enquanto você queriaRosas murchadas, farol quebrado era o que você queria?
Você chegou a curar minhas cicatrizes, mas permaneço sangrando
Eu te conhecia, olhando nos meus olhos, fogo tão vermelho
Eu estava ali, meu coração na linha
5 minutos eu fui atropeladoMe assista igual vê uma explosão, eu tive uma visão
Eles assumem que não sei nada
Mas eu sei que você também chorou
Eu sei que você não se culpou
Eu sabia de tudo e muito mais, principalmente que você não pensariaVocê não se arrepende, você não se repreende
Mas me alivia estar bem hoje, enquanto sua vida so te afunda
E quando eu cai como floco de neve
Eles assumem que não sei nada
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Me Escute a Meia-Noite
PoesíaMe escute a meia noite é um livro com poemas e poesias, escritos a partir da ideia de insônia, onde você se perde em seus próprios pensamentos na madrugada, se lembra de seu passado, seus sentimentos, suas tristezas, raivas, amores e felicidades, qu...