★ ━━━ INEVITABLE HEROES ━━━ ★
[Concluída - Em revisão] "Astrid Freya está vivendo sua quarta reencarnação na Terra e se tornou uma grande ilusionista. Usa os seus poderes para aplicar golpes, ganhar em jogos de azar e enganar grandes investidores...
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ASTRID FREYA ATUALMENTE, RAGNAROK
O VENTO GÉLIDO DAS MONTANHAS de Asgard parecia penetrar até os ossos de Freya enquanto ela retornava ao abrigo subterrâneo. As profundezas da montanha ofereciam uma falsa sensação de segurança, mas o peso da destruição recente ainda pairava sobre todos. O ar estava carregado de luto, e o povo — tanto asgardianos quanto os de Álfheim que haviam se refugiado ali — sentia o vazio deixado pela perda de Freyr.
FREYA RESPIROU FUNDO AO ADENTRAR o grande salão do abrigo, Heimdall e Balor abriram as portas e arregalaram os olhos ao perceber no que ela estava montada. Rapidamente ela chamou a atenção do povo que ia se levantando e se aproximando enquanto ela e seu pégasus caminhavam pela entrada.
Ela desceu da criatura e caminhou ela mesma até o centro do salão, suas botas ecoavam pelo chão de pedra. O povo ainda chocado e assustado pelos eventos recentes, estava reunido em silêncio, a deusa podia sentir seus olhares pesados e incertos pousando nela como se esperassem algum sinal, uma resposta. Muitos estavam sujos, machucados, mas o mais doloroso era o desespero estampado em seus rostos. Ela esperava que pudesse lhes oferecer o mínimo de conforto e uma certa esperança naquele momento.
Sentindo o peso das expectativas sobre si, Freya se movia em direção ao centro do salão, onde uma pequena plataforma de pedra se elevava do chão. Ela parou ali de pé, sentindo o pulsar do coração de Asgard e de Álfheim no silêncio ao seu redor. Havia um momento de quietude em que apenas as respirações tensas podiam ser ouvidas e os sussurros da caverna ecoavam como fantasmas do passado e a assombram com expectativas e medos reais.
Freya levantou a mão, pedindo a atenção deles e todos se curvaram ao som de sua voz firme.
— Sei que as últimas horas foram difíceis. — Ela começou, sua voz ecoando pelas paredes de pedra da caverna. — Perdemos tanto... mas ainda temos uns aos outros. Estamos aqui. E isso é a prova de que ainda podemos lutar. Não é o fim.
Ela fez uma pausa, respirando fundo e lutando para controlar a dor que ainda palpitava dentro de si.
— Freyr... meu irmão... era um símbolo de força e luz, tanto para os asgardianos quanto para os de Álfheim. — Sua voz quase falhou ao dizer o nome dele, mas ela se recompôs. — Sei que muitos de vocês o viam como um líder, um farol de esperança. E sua perda é imensa, uma ferida profunda em todos nós.
Os olhos de Freya percorreram a multidão. Alguns olhavam para ela com lágrimas nos olhos, enquanto outros tinham expressões endurecidas pela dor. O luto era palpável a todos eles.
— Mas mesmo com Freyr partindo, o que ele representava não se foi. A luz que ele carregava vive dentro de cada um de nós. E, por mais que ele tenha sido duro comigo, nunca deixarei de respeitar sua força e seu compromisso com vocês, com todos nós.