19 - Lose Control

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[ Lose Control - Teddy Swins ]

POV NARRADOR

O beijo foi breve, mas carregado de emoção. Quando se afastaram, Samanun olhou para Mon, os olhos brilhando com uma mistura de insegurança e desejo.

— Desculpe, Mon. Eu... eu não sabia se você queria isso também.

Kornkamon, ainda sentindo o calor do beijo, sorriu suavemente.

— Sam, eu queria isso mais do que você imagina. Mas tenho que admitir, você me pegou de surpresa.

Samanun riu nervosamente, tentando esconder a própria insegurança.

— Eu só... não queria perder a oportunidade. Tenho medo de que, se não fizer algo agora, nunca mais terei coragem.

Mon tocou o rosto de Sam, os dedos deslizando suavemente pela pele.

— Você não precisa ter medo, Sam. Eu também tenho minhas inseguranças. Antes do acidente, eu não era alguém de quem me orgulhava. Mas estou tentando mudar, e você faz parte dessa mudança mais do que qualquer pessoa.

Sam sentiu uma onda de alívio e carinho enquanto colocava sua mão sobre a da empresária e repousava o rosto suavemente.

— Eu também tenho minhas inseguranças, Mon. Tenho medo de não ser boa o suficiente para você. Mas quero tentar, quero ver onde isso pode nos levar.

Kornkamon sorriu, sentindo uma harmonia profunda com Sam.

— Não acredito que você me arrancou da morte durante aquele furacão pra me deixar morrer de vontade de um beijo seu.

Samanun riu, sentindo o nervosismo se dissipar.

— Acho que podemos resolver isso.

Com um gesto suave, Sam inclinou-se novamente, desta vez beijando Mon no rosto, muito próximo aos lábios. O toque era terno e cheio de promessas não ditas. Kornkamon fechou os olhos, sentindo cada segundo daquele contato.

Quando se afastaram, Sam sorriu, os olhos brilhando com emoção.

— Boa noite, Mon. Durma bem.

Kornkamon, ainda sentindo o calor do beijo, respondeu suavemente.

— Boa noite, Sam. Obrigada por... tudo.

Samanun se afastou, sentindo o coração leve e cheio de esperança. Sabia que aquele era apenas o começo de algo especial, e estava ansiosa para ver onde o caminho as levaria.

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Kornkamon estava em uma reunião de trabalho, cercada por acionistas e executivos da rede de hospitais particulares que geria. A sala de reuniões era ampla e moderna, com uma grande mesa oval de madeira escura no centro. As paredes eram adornadas com gráficos e relatórios, e uma tela de projeção exibia os dados financeiros mais recentes.

Mon sabia que, para lidar com homens machistas e poderosos, precisava manter uma postura rígida e assertiva. Sentada à cabeceira da mesa, ela observava atentamente cada um dos presentes, pronta para enfrentar qualquer provocação que surgisse.

— Senhores, vamos começar a reunião – disse Kornkamon, a voz firme e autoritária — Temos muitos pontos a discutir hoje, e quero garantir que todos estejam cientes das nossas metas e prazos.

Um dos acionistas, Sr. Tanaka, levantou a mão.

— Srta. Phetpailin, gostaria de discutir os recentes cortes de custos que foram implementados. Alguns de nós acreditam que isso pode afetar a qualidade dos serviços oferecidos.

Ecos da Tormenta (MonSam)Onde histórias criam vida. Descubra agora