Dear Sweet Boy

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As curtas semanas que separavam o fatídico dia, demorava a passar, deixando um certo garoto de fios loiros agoniado e ansioso. Faltava apenas uma semana para que o espetáculo do lago dos cisnes começasse, junto com essa apresentação, um bailarino misterioso fará a sua última performance. As pessoas estão animadas para saberem quem é esse bailarino. 

Felix também fazia parte dessa maioria que esperavam ansiosamente a apresentação do Pierrot. Mas também encontrava-se nervoso, pois o último parágrafo daquela carta adorável lhe prometia um encontro digno de um filme romântico. O sardento estava tão nervoso, mas tão nervoso ao ponto de desabafar com o seu melhor amigo e fiel escudeiro, Lee Minho, dono de uma cafeteria que fica a quilômetros de distância dele, especificamente em Toronto; através de um aplicativo de mensagem. 

[Minho: Apenas deixe rolar, criatura! Faz séculos que não beija ninguém. Não sei como você aguentou isso tudo.]

Entretanto, Felix estava começando a acreditar que Minho não era a melhor pessoa neste momento para lhe aconselhar sobre esse assunto urgente. É óbvio que o fanático por gatos iria lhe empurrar para cima do bailarino, sem se importar com o fato de que não conhecia a pessoa por debaixo daquela máscara. 

Em um leve suspirar, onde era perceptível a fumaça sendo feita no ar devido ao friozinho crítico que estava fazendo naquela tardezinha de sábado, o australiano adentra em uma cafeteria de aparência típica francesa e aconchegante. Um ótimo lugar para se manter aquecido e desfrutar das comidas que apenas a França pode proporcionar. 

Recentemente, Felix acabou sendo o melhor freguês que a "Sweetheart" poderia imaginar, os funcionários da cafeteria o conhecia como sunshine do estabelecimento, sempre sendo gentil e atencioso com todos e Felix era honesto, a felicidade genuína transparecia em seu rosto com os pratos típicos de Paris. 

O australiano retira o sobretudo por cima de seu suéter preto, colocando-o no braço da cadeira, logo em seguida, acaba arrumando algumas madeixas loiras atrás da orelha, impedindo que os fios claros atrapalhasse a sua visão. Não demorou muito para que ele enviasse uma resposta à solução maluca de seu amigo, uma mensagem que obteve como resposta uma carinha de olhos revirando de Minho. Às vezes Felix se perguntava como a amizade deles perdura por esses longos anos. Manteve o celular desligado em cima da mesa e seus olhos correram para a enorme janela de vidro que ficava ao seu lado, onde a paisagem magnífica de Paris ganhava um toque a mais pela grande e glamourosa Torre Eiffel que, apesar das construções de alguns prédios e casas espalhadas, não atrapalhava de forma alguma a beleza do monumento. 

De vez em quando a imagem de Pierrot preenche os seus pensamentos, principalmente os toques dele, toques esses que são gentis quando as mãos cobertas pela luva preta acaricia suas bochechas. Felix deixa escapar um suspiro ao fechar os olhos, a sensação dos toques de Pierrot continuava a mesma, seu pobre coração acelerava só com a possibilidade de vê-lo mais uma vez. 

O seu celular acaba vibrando com uma notificação recém chegada e ao verificar do que se tratava, Felix apenas mordeu o lábio inferior para segurar o riso com a mensagem bastante direta de seu amigo confidente. 

[Minho: Apenas se jogue, você não tem nada a perder mesmo. Vai que esse garoto aí é bom de pegada.]

[Minho: E vai com poucas expectativas, pelo amor dos meus felinos! Vai que ele é feio ou algo assim… para usar uma máscara, eu que não duvido.]

Desta vez foi Felix que respondeu com poucas palavras e vários emojis divertidos, junto com alguns memes apropriados para esse diálogo. Ele havia esquecido o quão divertido era conversar com Lee Minho em um bate-papo. 

— Felix, o que deseja hoje? — O de madeixas loiras foi tirado do momento divertido com o seu melhor amigo pela voz meiga e gentil do garçom. 

— Um cappuccino e um croissant. — Respondeu ele de forma calma e gentil. 

PierrotOnde histórias criam vida. Descubra agora