Você já passou por uma situação que precisou tomar medidas extremas para sobreviver?
Bem, muita gente acaba passando por isso, principalmente aquelas que nascem em meio a condições desesperadoras. E esse é o caso de Harley, 26 anos, nascida em São F...
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— Paguei pra ficar um tempo a mais, mas parece que sua cabeça está em outro lugar, está muito quieta, Kira.
— Só estou precisando de boas doses de tequila, nada demais. - respondeu a morena acariciando as costas da mulher deitada sobre seu peito.
A cabeça de Harley estava um caos, mas isso não era motivo para travar tudo e parar no tempo, a vontade de se trancar num quarto e chorar até não conseguir mais, era enorme, mas sua sobrevivência e compromisso com uma certa pessoa era muita mais importante que ter que lidar com seu passado conturbado.
— Se quiser posso pedir para trazerem uma garrafa e podemos beber. - a moça ofereceu, olhando para uma Harley sem expressão.
— Puff... Melhor não, estou de moto, não tô afim de pegar multa por dirigir bêbada. - Harley forçou um riso, tentando disfarçar sua falta de ânimo.
— É verdade, bem, acho que podemos terminar por aqui. - diz a moça se levantando e sentando-se a beira da cama.
— Ainda há um tempo, tem certeza? - A morena pergunta tentando prolongar mais ainda a noite, sem vontade nenhuma de voltar para casa, sabendo bem o que a espera.
— Amanhã farei uma viaja, e preciso terminar de arrumar algumas coisas, mas estou estranhando você querer ficar mais um pouco. - a mulher responde olhando surpresa para Harley. — Aconteceu algo, Kira? - indaga aproximando o rosto ao da morena.
— Não... Só estava pensando que poderíamos ficar mais um pouco, se é que me entende. - Harley responde puxando a mulher para a cama e se pondo acima da mesma.
— Haha, eu adoraria continuar aqui desfrutando de suas habilidades com as mãos. - a mulher sela seus lábios ao rosto de Harley, e termina dizendo. — Mas eu realmente preciso ir, talvez numa próxima. - invertendo as posições, se levantando logo em seguida.
A mulher pois-se a vestir suas roupas, enquanto Harley a observava. Harley não teve outra escolha a não ser voltar para casa, mas estava realmente pensando em encher a cara, seria mais fácil enfrentar sua tia estando bêbada do que sóbria. A morena esperou que a mulher a deixasse sozinha, então se vestiu e saiu, indo de encontro ao jovem recepcionista.
— Breno? Está aí pirralho? - disse se apoiando no balcão da recepção.
— Estou, e não me chame de pirralho, não sou tão mais novo que você, Kira. - respondeu o garoto que antes estava organizando alguns papéis abaixo do balcão. — O que foi? - o rapaz indaga encarando a morena do outro lado balcão.
— Tem carteira de habilitação, não tem? - pergunta retirando sua chave do bolso.
— Sim, tenho, mas por que exatamente? - Breno pergunta ainda confuso.
— Quero que leve minha moto com você, pretendo beber hoje, e muito, então não quero correr riscos de moto. - Harley explica pondo a chave de sua moto a frente do garoto.