Capítulo 22

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- O Corpo Seco está na Luna.

- Tem certeza, Inês?

- Eu vi, Márcia! Eu vi! - Ela gritou, em seguida jogou uma das garrafas vazias da parede usando uma força sobrenatural.

- E por que você tá tão puta? A gente descobriu porra! Você descobriu!

- Ela vai morrer, Márcia! Ou vai continuar nos matando... e não vai parar por aí.

A policial não tinha pensado tão longe, estava extasiada pela pequena vitória.

- Então temos que ser mais rápidas que o Corpo Seco. O que podemos faze?

- Se eu soubesse, não estaríamos aqui paradas!

Márcia bufa e começa a andar em círculos, tentando pensar em alguma solução.

- E seus poderes?

- Invadir a mente de outro espírito? Sozinha? É mais fácil me amarrar e esperar ele me pegar...

- Vamos chamar os outros! Precisamos avisar ao Eric, ele está com a Luna! - Márcia diz já discando o número do parceiro.

- Não! Ele não vai saber controlar e o Corpo Seco vai sacar o plano com facilidade. Chame os outros, mas deixe Eric para quando tivermos um plano.

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Camila e Isac não demoram para aparecer e a conversa parecia cada vez mais sensível. Como salvar a todos?

- Nada disso adianta! - disse Camila.

- E se todos agirem juntos, o poder de vocês tem que ser o suficiente! - insistiu Márcia.

- Talvez, é provável...

- Mas não podemos arriscar expor a Luna dessa maneira. - adicionou Inês.

Uma grande pancada na porta chama a tenção de todos. Márcia instintivamente procura por algo para se defender e se coloca na frente de Inês, que por sua vez segura a mão livre da policial, como se pronta para defendê-la.

- A criança é mais forte do que vocês estão lembrando. Ela está aguentando o Corpo Seco até agora de qualquer jeito!

Iberê aparece sério e com uma determinação no olhar que fez Isac se arrepiar.

- Mudou de ideia, Iberê? - disse Inês calma. mas um pouco cínica.

- Não fique lisonjeada, Cuca. Só não dá pra nós continuar morrendo.

- É bom te ter com a gente. - diz Camila. - O que você sugere?

- Que esqueçam a criança! Ela pode ser forte, mas a prioridade é matar o Corpo Seco.

- Não! - Inês diz. - A Luna precisa sair sã e salva.

- Inês, tá ficando molenga porra? - diz o Curupira

- Não podemos matar a criança, caralho! - Ela grita.

Um silêncio poderoso se instaura. Todos olham para baixo, sem esperança.

- E se o Corpo Seco estivesse em alguém mais forte? Isso seria melhor? - Márcia diz.

- Não tira a possibilidade de alguém morrer. - diz Camila. - A não ser que conseguíssemos controlar ele mesmo assim.

- É impossível! - grita Isac.

- Não é. - diz Inês. - O Corpo Seco precisa entrar em mim.

Nosso Amor Não é Lenda [Concluída]Onde histórias criam vida. Descubra agora