Aron Delyon
Não importava quanto eu fugia, quanto eu corria dele, ele sempre estava atrás de mim, as várias vezes que fugi dele e ele sempre me encontrou. Estou perdido, mas estou muito fodido porque as últimas palavras dele foram que eu seria dele...
Está ficando cada vez mais difícil. Ficar sem meu irmão, e agora sem Aron, nenhuma das milhares de mensagens que te mandei foram respondidas. Já pedi ao Mattew para rastrear o celular dele, mas não encontrou nada, o que é algo muito impossível dele não conseguir.
Não tinha movimentação nas câmeras, às vezes percebia Theo sentado na cama dele, olhando as suas coisas ou segurando um de seus ursos de pelúcia favoritos, aquele que ele deu ao irmão em seu aniversário de quinze anos.
— Você não estava ficando com Aron?
— Posso saber o motivo da pergunta? — Quando a tela do celular de Matthew foi colocada quase grudada na minha cara, maldito filho da puta Jack King III. Meu sangue ferveu com aquela imagem, era uma foto de Jack e Aron se beijando no perfil.
— Acho que ele está bem sem você. — O sangue fervia em meu corpo, o celular antes em minhas mãos agora estava indo de encontro contra a parede, se despedaçando no chão.
— Vou dar uma volta. Diga ao Kylian que volto antes de sentirem a minha falta. — Não sabia onde pensava em ir, mas eu queria o ver, queria saber se era realmente verdade o que estava rolando na internet.
Aron sempre foi algo proibido, a ideia de que eu não poderia ter algo me deixava muito inquieto, e ele era essa sensação, além de muitas outras coisas que ele me deixava inquieto.
Matthew saiu do meu quarto provavelmente vai atrás de Kylian para contar que estou numa situação de inquietação. Fazia tanto tempo que não usava ela que era até estranho.
As cores do néon vermelho chamavam muito a atenção, tinha me esquecido da sensação de a usar. Uma única pessoa já me viu sem essa máscara. Aron
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A chuva forte batia contra a minha máscara, estava parado em frente a casa de Jack, sabia que Aron estava aqui já que não via movimentação em seu quarto na casa de Theo. Estava embaixo da chuva a horas, ainda não teve muitas movimentações na casa, só uma.
Não tinha como saber se isso se tratava de Aron ou Jack, mas estava torcendo que fosse Aron. quando percebi que a última luz tinha sido apagada sabia que era a hora de agir.
Meus passos foram silenciosos como de um gato, passo a passo indo em direção aos fundos da casa, estava procurando uma brecha em algum lugar, boom. Janela aberta, você anda esquecido pequeno leãozinho.
Minha mãos estavam congelando, se eu não pegar um resfriado já fico feliz com isso. Peguei uma faca escondida debaixo do meu moletom, tentei usar ela ao meu favor para abrir a janela, obrigado Kylian por me ensinar a arrombar uma janela silenciosamente.
Empurrei a estrutura da janela para cima com o máximo de cautela possível, olhei para ambos os lados para ver se não tinha nada que poderia cair ou que chamasse a atenção fazendo barulho.
Passei o meu corpo entre a janela e a casa, adentrando o mais cauteloso possível, hora da brincadeira. Olhei ao redor admirando alguns pontos da casa, livros de medicina jogados em cima da mesa e do sofá, semanas de provas talvez.
Não tinha fotos na casa, nem muita iluminação, os abajures estavam em falta, Aron detesta o escuro, consegue perceber a pequena iluminação vinda do segundo andar, deve ser o quarto onde Aron vem dormindo com aquele filho da puta.
Meus passos, mesmo sendo os mais leves, essa escada ainda fazia um barulho insuportável toda a vez que pisava num degrau. Prendi a respiração, me escorei na parede ao lado da porta do quarto e terminei de abrir ela.
Aron dormia como um anjo, mesmo com o frio rolando solto na rua ele usava um conjunto de pijama de verão, tinha a visão perfeita do seu corpo daqui, mas eu queria ver mais de perto, queria tanto torturar ele, mas não sei se tenho capacidade a esse nível.
Quando adentrei o quarto fiz questão de me sentar na cadeira e passei a admirar o garoto dormindo, onde está o seu namorado?
— Seu namorado ousou deixá-lo aqui? Sozinho totalmente desprotegido. — Passei minha mão suavemente em sua coxa, subindo em direção a sua cintura, a pele branca e totalmente exposta.
Como eu morreria só para poder ver seu corpo totalmente cheio de marcas por conta minha.
— Hum… — Aron se remexia na cama, ele sonhava com alguma coisa, e meu corpo queimava só na hipótese de o que assombrava seus sonhos. — Hades…
Meu corpo queimava como se tivesse entrado num vulcão. Ele gemia meu nome, sua doce voz me chamando, não Jack, não Ryan, mas eu.
Erguei a minha máscara o suficiente para só meus lábios ficarem de fora, meu corpo gelado próximo ao corpo quente de Aron, meus lábios roçavam a região exposta de seu pescoço.
Seu corpo se remexeu mais ainda, suas mão pequenas agarravam as mangas do meu casaco o apertando com força, seus gemidos eram baixos, seguidos de alguns arfares que soltava.
— Aron… — Seu nome saia como um gemido de meus lábios, rouco, abafado por conta da máscara. Aproveitei a situação para deixar uma mordida em seu pescoço, você não poderia ter um sono tão pesado assim.
— Por favor… — Ele puxava cada vez mais meu corpo para perto de si, ele não estava dormindo, tinha essa certeza agora, seus olhos me encarando, aqueles olhos âmbar pelo qual me apaixonei.
— Implore mais, quero te ouvir. — Seu rosto se virou diante de mim, seus lábios roçando contra os meus, seus dedos puxavam o zíper de meu casaco, seus dígitos puxavam ele as pressas, suas mãos tremiam quando não sentiram nenhum tecido por baixo de meu casaco.
Ele pressionou seus lábios contra os meus, aquele gostinho de cereja que senti, me perdi nessa maciez, sua língua empurrou com pressa contra a minha língua. Ele me beijava com desejo, apertando meus braços com força, como se eu fosse fugir.
Minha mão foi de encontro com a pele exposta de sua cintura, apertando com força a carne da região, como desejei tanto nesse momento. Ele suspirou quando mordi seu lábio inferior.
— Por favor… me perdoe… — Me afastei aos poucos de si, seus olhos cheio de água por conta do choro previsto, minha mão foi de encontro com seu rosto, acariciando sua bochecha.
— Não beije mais ele, não permita que ele o toque da forma como eu o desejo todas as noite. — Sussurrei depositando um selar demorado em seus lábios. — Seja só meu, Aron. Eu imploro.
Aron não se segurou, ele desabou em lágrimas, escondendo seu rosto contra o meu peito nu, meu coração se quebrou por um instante e o abracei com força, deixando-o que chorasse em meu peito.
— Não vá embora…
— Não vou a lugar nenhum se você não pedir, leãozinho.