Mudanças

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Depois do dia em que a misteriosa srta. J decidiu ajudar Mike, uma semana e meia se passou e as duas ficaram bem mais próximas, tinham relação de mãe e filha. As vezes a mulher a tratava como filha, o que fez Mike suspeitar. A mulher tinha o olhar, a risada, o jeito e personalidade de sua mãe falecida, Mike tentou descobrir a todo custo, mas não tinha nenhuma pista ou algo que provasse que ela era sua mãe. Ela mesma teria que perguntar.

- Srta. J, posso te perguntar uma coisa? - Mike desceu as escadas enquanto falava.

- Claro, sempre que quiser!

- Tudo bem, então, você tem alguma relação com a minha mãe? - a mulher a olhou nos olhos por um tempo e logo disse.

- Não, eu acho que não cheguei a conhece-la, sei que você me contou vários detalhes que se lembrava sobre ela mas eu realmente não a conheço. - a mulher suspirou e continuou - se eu a conhecesse, desde o início eu já teria citado ela a você, Mike.

- Sim, eu sei que falaria dela, mas tem uma coisa remoendo que não dá pra ignorar.

- Eu sei o que é, você suspeita de algo, mas ao mesmo tempo está incerta, indecisa se pergunta ou não. Eu te entendo, Mike.

- Você sempre me entende, o quanto você me entende? Já me conheceu alguam vez ora me conhecer tão bem ao ponto de ter quase os mesmos problemas que eu?

- Eu sabia, uma pressão leve sempre ajuda. Então é isso que queria me perguntar?

- Sim, é isso...

- Falta algo, mas vou te dar tempo para pensar, mas pode ter certeza, eu não conheci sua mãe. - a mulher acariciou rapidamente a cabeça de Mike e foi para sala ler um livro.

Mike continuava pensando em seu quarto, tentando juntar peças, resolver quebras-cabeças para chegar em algum lugar. Como não podia ir para o reino por alguns meses, isso apenas dificultou, já que se pai é o único que saberia com quem sua mãe tinha contato. Mike, sabendo que sua mãe tinha um diário, isso elevou suas ideias.

Mike pensava que se pudesse fugir para sua antiga casa e pegar o diário de Joan ela adivinharia o que tem por trás da máscara que a estranha mulher sempre usava. Como Mike tem uma mente produtiva e era bem inteligente, ela sempre descobriria algo. Para o seu plano dar certo, ela precisava fugir ou pedir para sair.

Mike desceu as escadas e logo foi falar com a mulher.

- Srta, eu preciso urgentemente ir á um lugar pegar algumas coisas.

- Vai apenas se eu for junto.

- Por que diabos você me trata como minha mãe hein? - Mike revirou os olhos e a mulher riu.

- É só um costume, todos os meus hóspedes eu trato assim.

- Quantos "hóspedes" você já teve em sua casa? -a mulher ficou em silêncio por alguns segundos e respondeu

- Apenas dois, até eu te tirar daquele lugar.

- Quem foram?

- Um homem e um menino. Os dois eram pai e filho. Mas eles pediram pra que não fale deles pra ninguém.

- Certo. Posso sair então?

- Da última vez que o menino pediu, ele morreu no caminho. Então eu vou com você.

- Sabia que eu sei me cuidar?

- Não parece - apontou para onde a espada tinha perfurado o ombro de Mike.

- Ai, vamo logo então! - Mike pegou sua mochila e saiu de casa.

Mike não acreditava naquela história, mas teve que deixar a mulher ir. Mike chegou na casa junto com a mulher, a primeira coisa que fez foi ver Eremita, por sorte ele estava bem, já que ele caçava não teve problemas com falta de comida pra ele.

Depois de entrar na casa, a nostalgia bateu forte em Mike, mas ela não se deixou levar. Procurou o diário de Joana e, finalmente, o encontrou dentro de uma caixa com alguns pertences de sua mãe. O único problema era que a caixa tinha um cadeado.

- Merda! - exclamou Mike.

- O que houve? - perguntou a mulher.

- Eu não sei onde está a chave dessa caixa, me ajude a procurar. - a mulher concordou.

Mais de 20 minutos se passaram, Mike estava exausta de tanto procurar, mas foi quando ela se sentou que viu que um piso de sua casa estava trincado, de baixo do armário do quarto de seus pais.

- Ei, me ajuda aqui! - Mike chamou a mulher.

Mike levantou o aramário e a mulher tirou o pedaço de piso que havia as chaves da caixa. Logo Mike abriu a caixa e revelou o grande diário de sua mãe, juno com algumas cartas e pertences sem utilidade. Desesperada, Mike chamou a mulher para voltarem para casa para que Mike leia com calma o que havia no diário.

No caminho, Mike andava apressada, enquanto a mulher seguia seus passos lentamente, já que era bem mais alta e mais rápida que Mike.

- E se dentro desse diário estivesse algo que te faça descobrir quem a matou? - a mulher quebrou o silêncio. Mike parou bruscamente antes de responder, como se estivesse pensativa.

- Eu preciso da sua ajuda.

- Com o que exatamente? - a mulher ficou curiosa.

- Me disse a um tempo que gostava de escrever, e que você trabalhava com localização, por isso passa muito tempo acordada a noite, se por acaso descobrirmos algo nesse diário conseguiremos chegar até a pessoa que matou minha mãe. E detalhe, eu conseguiria acabar com a guerra, mas só com a sua ajuda.

- E se caso descobríssemos a localização dessa pessoa, você teria sua justiça e poderia voltar ao trono. Certo, eu te ajudo.

- Mas antes, eu preciso saber quem é você realmente. - a mulher exitou por um momento.

- Você quer que eu conte a verdade? - Mike assentiu.

- Tudo bem então.

A mulher se virou e tirou sua máscara, pegando um pouco de ar antes de se virar.

- Você é a primeira que me pede pra mostrar meu rosto. Mas antes de me virar eu queria contar algo.

- Diga.

- Eu sempre te conheci, isso vai te soar estranho, te deixar confusa, mas eu sempre te observei de longe e te vi crescer, queria ter crescido junto com você, e mesmo sem poder te ver pessoalmente, sempre estive lá.

- Como assim, se vira, quem é você?!

- Eu nunca pude experimentar como é ter uma irmã pra crescer junto. Mike...

Eu sou sua irmã gêmea.

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The Warrior and the LadyOnde histórias criam vida. Descubra agora