Esquadrão Caos e Fumaça

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Os dois ruivos caminhavam pelo corredor de forma quase apressada, a mulher sempre atraindo o olhar dos demais já que não estava uniformizada e mesmo assim parecia superior a todos ali, menos, é claro, ao homem que a acompanhava a um passo de distância.

Momonga:O que exatamente você quer com essa reunião? - O homem vários centímetros mais alto que a mulher perguntou um pouco preocupado.

Belle-mère: Você vai entender quando chegarmos lá, sensei. É muito importante! - A mulher falou parando por um momento e sorrindo para o homem. - Inclusive, muito obrigada por conseguir essa reunião para mim, Sensei Momonga.

Momonga: Não foi nada, Belle-mère. - Falou sorrindo para a antiga aluna.

Os dois seguiram o resto do caminho até chegar à sala do almirante de frota. Diferente de Momonga, Belle-mère nunca teve muito filtro ou muito respeito, então sem nem esperar bateu na porta e a abriu logo em seguida.

Sengoku: Podem entrar. - Disse quando a ruiva já estava dentro da sala, pode ouvir também Garp, que estava sempre ao seu lado rindo da ousadia da mulher.

Garp: A quanto tempo, Momonga. - Ele acenou para o vice-almirante que repreendia a ex-pupila silenciosamente. - A última vez que você veio aqui foi pra receber a missão de treinar ela, agora estão os dois aqui.

Momonga: Sim, já faz anos. - Arrumou a postura, colocando os braços para trás.

Sengoku: Então, por que vieram? - Perguntou em um tom calmo, passando a mão nos pelos de seu pequeno bode.

Belle-mère: É difícil explicar, mas eu gostaria de convocar meu antigo esquadrão para uma missão. - Exigiu direta e Sengoku levantou a sobrancelha esperando uma explicação, vendo que a ruiva não falaria mais nada ele suspirou.

Sengoku: Impossível, sinto muito.

Belle-mère: Por que? Isso é muito importante, precisa me dar essa permissão.

Sengoku: Não, não preciso, senhorita Belle-mère. Seus antigos colegas tem suas próprias vidas, suas próprias missões, alguns até novos esquadrões. - A mais nova encolheu os ombros, pensando como o convenceria. - E você, já saiu da marinha a alguns anos. Você me pediu um favor e eu estou recusando.

Belle-mère: Você nem sabe porque eu quero reuni-los. - Se aproximou alguns passos e o meio grisalho levantou uma mão, pedindo para que ela parasse.

Sengoku: Se fosse uma missão de extrema importância, como a senhorita faz parecer, a marinha já saberia e nossos melhores soldados já estariam sendo enviados para lá. - Belle-mère abriu a moça novamente, mas Momonga colocou a mão sobre seu ombro a calando.

Momonga: Obrigada por nos ouvir, Senhor Sengoku. - Belle-mère a olhou confusa, abaixando os ombros. O ruivo segurou seu braço a puxando levemente para a porta por onde entraram. - Nós já vamos agora, vem, Bell.

Belle-mère: Donquixote Rosinante. - Ela falou antes que chegassem à porta. - Ele é seu filho.

Momonga: Belle-mère?! - Franziu o cenho vendo a ruiva se soltar e caminhar em passos pesados até a mesa do Buda.

Belle-mère: Você o encontrou quando criança e o criou. Agora você colocou ele em uma missão para espionar o irmão dele, Doflamingo.

Sengoku: Rosinante te contou isso?! - Perguntou em um tom de voz mais baixo.

Belle-mère: Eu perdi o contato com ele a muito tempo, mas sim, de certa forma foi ele quem me contou. - Desviou o olhar, ocultando a verdade o máximo que podia.

Uma Nova Chance - ReactHistórias para pegar e não largar. Descubra agora