Queima Lenta.

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A madrugada avançava lentamente, e o silêncio da casa era quebrado apenas pelas respirações ofegantes e o som abafado dos lençóis sendo puxados, amassados, marcados. Hyunjin estava deitado de lado, colado a Félix, que estava com as costas arqueadas, o corpo todo suado, a pele avermelhada pelo toque constante — e pelo prazer que parecia não ter fim.

Eles já haviam perdido a conta de quantas vezes se tocaram, se encaixaram, se desafiaram naquela noite. E ainda assim, o desejo não dava trégua.

Félix estava de joelhos sobre a cama, a cabeça pendendo para frente, enquanto Hyunjin o segurava pela cintura e se movia dentro dele com estocadas precisas, lentas e fundas. Tão fundas que arrancavam gemidos roucos, cada vez mais baixos, quase como suspiros de rendição.

— Mais... — Félix sussurrou, a voz arranhada. — Mais forte... mais fundo...

Hyunjin cravou os dedos na cintura dele e obedeceu.

As estocadas ficaram mais intensas, o som da pele contra pele preenchia o quarto abafado, o cheiro de sexo ainda denso no ar. Félix gemia sem pudor, a cabeça jogada para trás, os olhos marejando.

— Você sente isso? — Hyunjin rosnou, curvando-se sobre ele, a respiração quente contra sua nuca. — É meu. Cada parte sua. Cada gemido. Cada tremor.

— Tô todo seu — Félix arfou. — Me fode como se eu fosse tua propriedade.

Hyunjin respondeu com mais força, mais presença, como se cravasse seu nome na pele dele a cada estocada. E quando Félix chegou ao limite, o corpo todo se contraiu, tremendo sob o dele, enquanto Hyunjin o acompanhava logo em seguida, afundando-se com um gemido grave e rouco que ecoou pelo quarto.

Eles caíram juntos na cama, ofegantes, suados, colados. O silêncio veio depois — não como ausência, mas como intensidade reprimida.

Félix estava deitado sobre o peito de Hyunjin, os dedos fazendo círculos preguiçosos na pele dele.

— Isso... foi o quê? A quinta vez?

— Sexta — Hyunjin sorriu, os olhos ainda fechados. — Mas quem tá contando?

— Eu só queria saber se ainda vou conseguir andar amanhã.

— E se não conseguir? — Hyunjin abriu os olhos e olhou pra ele. — Posso te carregar.

Félix riu, e o som suave do riso no escuro fez o coração de Hyunjin bater mais lento. Não era só tesão. Era outra coisa ali, crescendo, e os dois sabiam disso — mas ainda não falavam.

Hyunjin passou a mão pelo cabelo de Félix e perguntou, com a voz baixa:

— Fica comigo amanhã também?

— Só se for pra repetir tudo. — Félix sussurrou, beijando o peito dele. — Ou fazer melhor.

Hyunjin sorriu, já imaginando o que prepararia para o dia seguinte.

Luxo, prazer e vício.

Félix estava virando seu hábito favorito.

sem palavras pt2💗

𝐌𝐞𝐮 𝐃𝐚𝐧ç𝐚𝐫𝐢𝐧𝐨-𝐡𝐲𝐮𝐧𝐥𝐢𝐱Onde histórias criam vida. Descubra agora