Brilho e frestas.

189 9 22
                                        

Era a terceira semana de promoções do primeiro álbum do Stray Kids.
Eles estavam no topo dos charts.
Premiações caíam como chuva.
Mas nos bastidores... as rachaduras começavam a surgir.

No camarim, o clima era outro.

— "Você dançou fora do tempo de novo." — disse Lee Know, jogando a toalha no banco e olhando para Jeongin.

— "Eu fiz o que o coreógrafo pediu. Você é que tá inventando passo onde não tem." — Jeongin rebateu, seco.

Changbin tentou intervir com bom humor, mas Hannie bufou:

— "Tá todo mundo cansado. Não é hora de fazer gracinha."

Félix observava em silêncio, sentado com as pernas cruzadas, limpando a maquiagem da última performance.
Hyunjin se aproximou e colocou a mão em seu ombro.

— "Você tá bem?"

Félix sorriu, mas sem força.

— "Eles tão se engolindo vivos. E eu sinto que... vão engolir a gente junto."

No palco, tudo era ensaiado. Mas o olhar de Bangchan começava a pesar.
Ele carregava a liderança como uma âncora — se cobrando por cada detalhe, por cada falha, por cada atraso.

— "Vocês querem fama ou querem férias?" — ele disse em um dos ensaios, após uma pausa longa.
— "Porque se for pra tratar isso como brincadeira, a gente pode parar agora."

O silêncio cortou como navalha.

Nos bastidores de uma premiação em Tóquio, Hannie viu uma conversa que não devia.
Hyunjin e o coreógrafo estavam discutindo — e a palavra "Félix" surgiu no meio.

— "Ele não pode ter sempre o solo final. Isso não é o show dele."

Mais tarde, Hannie contou pra Félix.

O coração de Félix apertou. Não por Hyunjin, mas pela ideia de que estavam começando a colocar um contra o outro.

Na van, voltando para o hotel, o silêncio era sufocante.

— "A gente precisa conversar." — disse Félix, com a voz baixa, olhando pro grupo.

Todos se viraram pra ele.

— "Eu não quero que essa coisa linda que a gente criou morra por ego, por ciúmes, por cansaço.
A gente se juntou porque era amor. Agora parece sobrevivência."

Lee Know baixou os olhos.

Bangchan limpou os óculos, calado.

Changbin apertou os dedos.

E Hyunjin segurou a mão de Félix com firmeza, como se dissesse: não solta.

À noite, no quarto de hotel, os dois estavam deitados.

— "A gente vai aguentar isso?" — perguntou Félix, deitado de lado.

— "A gente já passou por tanta coisa. Se eles quiserem se perder... que se percam.
Mas eu não vou soltar sua mão."









Nós contra o mundo - Stray Kids.



A tensão entre os membros havia deixado cicatrizes — mas também lições.

Naquela tarde ensolarada em Seul, os oito estavam reunidos em um estúdio de vidro no alto de um arranha-céu, com vista para a cidade que os viu nascer como grupo.

Bangchan olhou ao redor. Todos estavam ali. Sentados em volta da grande mesa, com olhos atentos e corações alinhados.

— "A gente sobreviveu ao caos." — ele começou.
— "E agora, tá na hora de fazer história."

𝐌𝐞𝐮 𝐃𝐚𝐧ç𝐚𝐫𝐢𝐧𝐨-𝐡𝐲𝐮𝐧𝐥𝐢𝐱Onde histórias criam vida. Descubra agora