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O sol da manhã invadia o quarto por entre as dobras da cortina, mas a luz parecia cortar como uma faca. Pisquei devagar, a cabeça latejando como se algo estivesse batendo por dentro do meu crânio. Minha boca estava seca, o gosto amargo de algo químico ainda presente na língua. Sentei na cama, com as mãos tremendo, os dedos afundando no colchão enquanto tentava me lembrar.
O que aconteceu ontem à noite? Pensei.
Fragmentos de memória surgiam como flashes desconexos: uma mão estranha passando pelo meu corpo e depois nada. Escuridão. Meu coração disparou quando olhei para o próprio corpo Meu vestido estava rasgado jogado sobre o chão e um robe fino sobre meu corpo. Sem calcinha. Meu pescoço continha marcas roxas de enforcamento. Um frio percorreu minha espinha.
Alguém tinha me drogado...
Revirei a memória, procurando rostos, vozes, qualquer coisa que dissesse quem poderia ter feito isso. Mas havia apenas vazio-e uma náusea que não sabia se era dos remédios ou do desespero. Meus olhos queimavam. Eu não queria pensar, não queria acreditar, mas meu corpo parecia gritar que algo estava errado. E eu não sabia o quê. Pensei logo no pior. Que tinha sido estuprada. Meus olhos se encheram de lágrimas e comecei a chorar. Abraçando minhas próprias pernas. Aquilo realmente não poderia ter acontecido. Chorei até dizer chega.
A porta do meu quarto se abriu fazendo um leve barulho no trinco, Laura entrou junto com a Mary ambas as duas correram em minha direção vindo me abraçar. Sequei meu rosto rapidamente. Não queria que ninguém me visse chorando.
Mary: Sophia, aí meu Deus. Você tá bem?- Me puxou para um abraço e eu correspondi, e a Laura fez o mesmo. - O que aconteceu?
Eu: Eu não sei Mary...eu juro que não sei - neguei com a cabeça aflita.
Laura: Jabuti e os meninos tiraram o homem morto do seu quarto que o Thomas matou. Nós limpamos tudo