[Sabe aquela frase que diz: Almas gêmeas foram feitas para se encontrarem, não para ficarem juntos?! Bom, eu sempre quis que fosse mentira.]
Malia Blumer Hale é filha primogênita de uma bruxa do primeiro clã de bruxas do mundo sobrenatural e filha d...
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Malia olhou ao redor; ela estava em algum tipo de sala toda branca, com aparência infinita. Havia água no chão, onde seus pés descalços tocavam. No meio da sala, havia um tronco enorme de árvore, o que a fez arregalar os olhos em surpresa.
— Nemeton?!
Ela sussurrou assim que viu o tronco enorme de árvore cortada no chão. Isso a deixou em alerta, porque sua mente estava lhe mostrando a árvore mágica de Beacon Hills. Será que a matilha estava segura? Antes que ela pudesse pensar em mais mil perguntas, ouviu uma voz que não ouvia há muito tempo, o que a fez arregalar os olhos ao ver alguém sentado no Nemeton.
Elizabeth — Vai ficar parada aí ou vai sentar comigo, pêssego?
— Mamãe?
Elizabeth Blumer realmente estava ali, com seu sorriso amoroso, mas um olhar que dizia que algo estava errado. Malia sabia que não era um sonho simples, então andou até oNemeton e se sentou igual à mãe, com as pernas cruzadas, de frente para ela.
— Mãe, por que agora? Depois de tantos anos, por que apareceu para mim apenas agora?
Elizabeth — Minha doce pêssego, não temos tempo. Posso sumir a qualquer momento, então me escute com atenção, está bem, pêssego?!
Melia apenas concordou com a cabeça. Ela tinha lágrimas nos olhos por estar vendo sua mãe depois de tantos anos e pelo apelido bobo que ela tanto amava. Assim que sua filha concordou, Elizabeth começou a falar.
Elizabeth — Havia um demônio, um ser muito antigo e poderoso que habitava as profundezas do inferno. Ele era conhecido por conceder desejos em troca de preços terríveis. Seu nome era Xarath.
— Mãe, por que está me contando essa história?
Elizabeth — Porque não é apenas uma história. Esse demônio é real e, antes de eu ter você, eu não podia ter filhos. Então, seu pai e eu fizemos um desejo a esse demônio: desejamos uma filha que unisse ambas as espécies, lobisomens e bruxas, e que fosse poderosa o suficiente para liderar o clã.
Elizabeth respirou profundamente. Ela conseguiu ver o horror no rosto da filha conforme dava cada vez mais informações a ela sobre seu passado obscuro.
Elizabeth — Xarath concordou em conceder nosso desejo, mas com uma condição: a criança seria dele e ele viria buscá-la quando chegasse a hora. Seu pai e eu estávamos desesperados por uma herdeira e concordamos com o acordo.
Nessa hora, Malia tinha lágrimas de raiva e tristeza em seu semblante. Ela não podia acreditar em tudo que sua mãe estava contando para ela.
Elizabeth — E assim você, Malia, nasceu com um destino já traçado. Xarath não havia esquecido o acordo e sempre enviava sinais para seu pai e eu, lembrando que a hora iria chegar.