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Chapa
Acordo com Bose ao meu lado, isso virou rotina e confesso que amei essa rotina. Me levanto e faço minha higiene matinal. Logo acompanhada pelo Bose que faz o mesmo.

Bose dorme tanto no meu quarto, que ele tem tudo que precisa aqui. Sorriu com isso e saio do banheiro já vestida. Por incrível que parece, ele acordou sozinho, na verdade, acho que ele acordou quando me afastei dele e isso é fofo.

Passamos a manhã juntos, desde o momento que fui "resgatado" ele não sai do meu pé. Então já me acostumei e adorei. Espero que ele continue assim pra sempre, eu realmente gostei dele assim do meu lado a todo momento, mas tento não demonstrar muito.

Ao terminar o almoço, vou pro meu quarto e me arrumo. Vou encontrar os pais dele, agora sendo sua namorada, não apenas sua melhor amiga. Isso me assusto, em um certo nível, nunca fui apresentada assim aos pais de ninguém, não sei como agir na frente da mãe e do padrasto dele, estou nervosa, mas feliz.

Bose vem ao meu encontro e o beijo.
Ele pega minha mão e me leva pro carro.

— Preparada?

— Nasci preparada — falo firme e sorriu.

— Você tá muito sorridente e isso claramente não é uma reclamação. Você tá mais solta, mais feliz, mais calma também — fala sorrindo e me puxa pra um abraço.

O abraço e levanto o rosto para o encarar.

— Talvez... — brinco, paro pra pensar e suspiro — Talvez eu tenha notado que não ganho nada sendo grosseira a maioria das vezes... talvez eu tenha notado que não preciso ser grossa com você, com meu namorado.

Ele me encara por longos segundo e seu sorriso chega aos olhos, lindo.

— Meu Deus, eu te amo muito — fala e me beija.

— Olha, posso aturar algum tipo de carinho e coisas desse tipo, mas já chega né? — falo meio firme, mas acabo sorrindo.

— Sim senhora — ele faz uma pose de soldado e reviro os olhos. Bobão.

— Vem, vamos — ele me puxa pra dentro do carro e coloco o cinto. Fomos até sua casa num silêncio agradável e respiro fundo quando vejo sua mansão.

As vezes esqueço que ele é rico, tipo, ele é enteado do vice prefeito. Ele é tão humilde — as vezes — que eu realmente nem percebo o quão rico ele é, ele pode ter tudo que quer.

Parando pra pensar, ele é enteado do vice prefeito! Ai meu Deus. Ok, isso passou agora pela minha cabeça. Eu me toquei agora. Isso com certeza não estava em meus planos.

Bose nota minha aflição e toca minha coxa.

— Ei, o que foi? — pergunta preocupado enquanto dirige.

— Eu... seu padrasto é o vice prefeito. Não sei o que falar ou fazer.

— Tá tudo bem, só ser você mesma. Eu me apaixonei por você, sendo você mesma. Foi por você. Ele vai gostar de você, assim como minha mãe.

— Espero.

Respiro fundo e ele acaricia minha coxa me tranquilizando.

Minutos mais tarde, saio do carro dele e analiso a enorme mansão na minha frente. Ok, vai da certo.

Suspiro quando ele pega minha mão e andamos de mãos dadas até a porta da casa dele.

Ao ouvir o som suave da campainha, respiro fundo outra vez, até ouvir um salto vindo em nossa direção. Me endireito, ja sabendo que deve ser a mãe dele e me preparo.

Ao abrir a porta, a mãe dele nos encara e sorri alegremente.

— Boa tarde, filho  — ela fala alegremente e se vira pra mim.

Esperando que ela apenas me comprimente, me assusto quando ela me abraça toda animada.

— Boa tarde, sogrinha — ela fala e a abraço de volta. Pera, sogrinha?

— Boa tarde, sou sua Nora — falo gentilmente. Bose tem a quem puxar.

— Ah, verdade. Desculpe, sou meio atrapalhada. Eu que sou sua sogra.

— Isso — ela pega minha mão e me arrasta pra dentro. Olho pro Bose sem saber o que está acontecendo. Já vi a mãe dele antes e ela nunca agiu assim comigo.

— Quero saber tudo sobre vocês, mas primeiro quero que você conheça seu... sogro — ela fala com uma certa duvida, mas logo suspira quando não a corrijo.

Chego na mesa repleta de alimentos e vejo o vice prefeito. Eu meio que já conheço ele, já estivemos algumas missões que ele me convocou — convocou a força danger —, mas decidi não falar isso pra ela.

Ela me apresenta a ele e sorriu.

— Prazer, Luna Eliana Chapa da Silva — falo meio formal e Bose se aproxima me abraçando de lado e o seu padrasto me cumprimenta.

— Prazer — fala firme, mas ao mesmo tempo gentil. É o vice prefeito afinal.

Horas mais tardes, ainda estou conversando com a mãe de Bose. O vice prefeito saiu a alguns minutos me deixando a sós com ela, pois Bose foi pegar algo no quarto dele.

— É a cara do Bose fazer isso mesmo — falo rindo e o vejo chegar.

— O que tem eu? — pergunta desconfiado.

— Falei que você sempre pegava uma sacola rasgada e colocava seus brinquedos dentro, mas eles sempre caiam no chão e você não percebia o motivo e continua a "guardar" seus brinquedos.

— Acho que a Elena não precisava saber disso — fala pra mãe.

— Tá tudo bem, é bom saber de você mais novo. Vejo que não mudou nada. — ele me olha indignada e sorriu.

— Vou deixar vocês dois a sós um pouquinho, com licença — ela fala e sai.

— Então, o que você foi buscar? — pergunto e ele se senta do meu lado.

— Fui buscar algo que eu queria ter te dado, mas aconteceu tudo que aconteceu e não consegui. É algo de família e desde que a pedi em namoro estava esperando lhe dar — o encaro na hora.

— O que?

— Isso — ele fala e me mostra uma caixinha vermelha aveludada. Ao abrir, vejo um colar de diamante... o pingente é o símbolo do infinito.

— É lindo — falo abismada. Meus olhos devem estar quase saltando pra fora.

— Vem, deixa eu colocar — ele fala e me viro pra ele. Ele coloca o colar em mim e toco nele. É muito lindo.

— Obrigada, sério. Obrigada mesmo — o beijo.

Ele me encara sorrindo e me abraça.

— O símbolo do infinito significa meu amor por você, o nosso amor.

Ele fala e eu suspiro fundo. Ai meu Deus. Eu amo ele, amo quando ele age assim comigo. Nunca pensei que não acharia isso brega. Sorriu com esse pensamento e toco o colar novamente e o beijo.
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Continua?
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Desculpem qualquer erro, este capítulo não foi revisado!

Simplesmente Aconteceu (Bapa) Onde histórias criam vida. Descubra agora