cap 41

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                        Menor🔫

Estacionei a moto às pressas na frente do hospital. O coração parecia querer sair pela boca. Corri pelos corredores, desviando de pacientes e funcionários que me olhavam assustados, até chegar no quarto onde as meninas estavam.

O cenário me acertou como um soco no estômago: Laís tremia encostada na parede, segurando a barriga, e Geovana abraçava as mãos dela, com o olhar desesperado. Milly não estava lá.

Laís: Menor… – sussurrou, quase sem voz. – Eles… eles levaram a Milly…

Menor: Como assim? E o Cobra? – perguntei, sentindo meu sangue ferver. – Ele não conseguiu impedir?

Geovana engoliu em seco:

Geovana: Não… ele tentou sim… ele foi atrás do Tz e dos dois cara que tavam junto, e ainda não voltou. Ele… tá ferido, por favor, Menor, cê tem que encontrar o Cobra pelo amor de Deus. – falou chorando.

Meu estômago se contorceu. Milly nas mãos do Tz e seus capangas, e ninguém pra protegê-la.

Menor: Vão pra entrada do hospital – falei, tentando controlar a raiva que me queimava por dentro. – O TJ tá lá na frente, vou mandar alguém trazer um carro pra levar vocês pra casa. Aqui não é nem um pouco seguro.

Mal saio do quarto e uma enfermeira me aborda desesperada.

Enfermeira: Senhor Breno – falou ofegante. – A senhorita Alana…

Falou o nome da diaba e logo já fiquei mais preocupado do que já tava. Foi a Milly, o Cobra… e agora a Alana.

Menor: O que houve com a Alana também? – perguntei já preocupado e puto com tudo que tava acontecendo.

Enfermeira: Também? – repetiu confusa. – Bom… ela sumiu do leito dela… as pessoas que o senhor pôs pra proteger o quarto estavam todas nocauteadas.

Menor: O quê? – comecei a rir de desespero. – E ninguém viu isso? Ninguém viu esses merdas sequestrando ela? – falei, e mais uma vez ela ficou confusa. – A Milly também sumiu, e meu amigo tá ferido nessa desgraça de hospital e sumido.

Enfermeira: Senhor, fique calmo… – tentou vim com papo de se acalmar, mas já cortei logo.

Menor: Calma o caralho! – falei, saindo e pegando meu celular.

Liguei pro 2K.

2K: Passa a visão, meu faixa – falou.

Menor: Visão – falei. – Brota aqui no hospital e vem buscar as meninas.

2K: Elas já receberam alta? – perguntou confuso.

Menor: Que alta o quê… esse hospital aqui não é seguro pra elas não! – falei puto. – Sequestraram a Milly e a Alana, e o Cobra tá desaparecido e aparentemente ferido.

2K: Como assim??? A Raphaela tá bem??? – perguntou preocupado com a mulher dele.

Menor: Tá sim, só tá meio assustada… todas tão.

2K: Graças a Deus… – respirou aliviado. – Daqui uns 30 min eu chego aí, mas o trânsito tá um caralho.

Menor: Tá certo – falei. – Vou desligar porque tô indo atrás do Cobra.

2K: Fechou. – Desligou.

Filho da puta desligou na minha cara.

Fui atrás das filmagens das câmeras e vi o Tz saindo do quarto. Logo em seguida, a Milly sendo levada numa cama de transferência, empurrada por dois caras estranhos.

A Mulher Do dono do morro Onde histórias criam vida. Descubra agora