IX

3 0 0
                                        

Narrativa Adrian

"algo sério"... será que ela quer isso¿ talvez eu queira, mas não tem sentido se ela não quer também. A Marinette fez tudo isso porque gosta de mim como amigo e me trata com carinho por consideração, somos só amigos... isso é tão desanimador.

O café da manhã do dia seguinte foi silencioso e apenas trocas de olhares constrangidos e a faca de pão andava pela mesa. A ida para o campus foi a mesma coisa, mais tarde quando fomos trabalhar foi assim também.

Eu tinha acabado de voltar de uma entrega quando reconheci uma jaqueta de couro, os cabelos pretos e o cheiro de queijo assim que passei pela porta de vidro.

Plagg¿- digo tocando no ombro dele e ele me olha e abre um sorriso de lado.

Fala aí, sumiu ultimamente- trocamos alguns soquinhos, mas ele parecia distraído.

O que foi¿- consigo a sua atenção de volta.

Ai, você conhece o pessoal daqui¿- confirmei com a cabeça- então me faz um favor, chama a garota ruiva lá, a Tikki.

Ok, já volto- passo pela porta dos funcionários e vejo Tikki conversando com a Ana- Tikki, você conhece um cara chamado Plagg¿

Bem... meio que sim- entendi, eles te algo- porque a pergunta¿

Ele ta ali fora e pediu pra te chamar- ela solta o tecido que estava segurando no susto e o recolhe logo em seguida.

Certo, eu...eu vou lá- depois de entregar o tecido para Ana, sai da sala.

Adrien, você conhece o modelo que ela ta saindo¿- Ana pergunta de traz da máquina.

Sim, é um amigo de quando era modelo- eu procuro em volta, mas não encontro a Marinette- me diz uma coisa, onde está a Mari¿

Ela começou a passar mal e foi para o andar de cima descansar- ela aponta para uma escada depois da cozinha dos funcionários- pode subir, vai ver como ela está.

Certo, muito obrigado-começo a subir e ando pela sala, mas não encontro nem sinal dela- Mari, cadê você¿- continuo andando até ver a porta do banheiro entre aberta e abro de vagar caso estivesse errado- Mari¿ você está.... mas que merda.

Encontrei ela caída perto do vaso, ela estava pálida e com um aspecto estranho. Peguei ela no colo e molhei um pouco seu rosto, ela abriu um pouco os olhos e fechou logo em seguida. Que bom, ela está consciente ainda! Mas não posso esperar que mude isso, desci as escadas o mais rápido que pude e passei por Ana.

Ana, avisa que eu tive que levar ela para o hospital- ela se levantou nervosa.

O que aconteceu¿! - ela pegou o telefone enquanto me gritava, mas eu já estava saindo.

Adrien! O que a Marinette tem¿! - Tikki nota assim que passo pelo balcão.

Depois digo, agora tenho que ir- coloco ela no banco do passageiro e passo o cinto, dou a volta e entro no carro já dirigindo- ta tudo bem Mari, vou levar você para o hospital.

Porquê...¿- eu olhei para ela por uns instantes antes de volta para rua- porque está tão nervoso¿

Não se desgaste, já vamos chegar- seguro a sua mão- ta tudo bem.

Adrien...eu to bem- a voz dela estava voltando ao normal, mas ainda parecia muito fraca- para o carro, por favor...

Agora não posso, já vamos chegar- ela coloca uma das mãos no meu rosto me fazendo olhá-la, ela tinha um sorrido fraco no rosto- ok...vou parar.

Porque estava tão nervoso¿- ela continuava pálida, mas estava lucida.

Eu pensei que você estava muito mal, não é a primeira vez que fica assim- ela fazia carinho a minha mão- eu não quero te perder Marinette, preciso de você.

Seria Pedir Muito?!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora