Voltei kkkkk não me matem
...
Na manhã seguinte, o sol ainda lutava para atravessar as pesadas nuvens cinzentas que encobriam o esconderijo da Akatsuki.
No quarto de Deidara, o ar tinha cheiro de argila úmida. Pequenos potes estavam espalhados pelo chão, alguns abertos, outros com marcas de dedos que denunciavam o trabalho incessante da noite anterior.
Já no quarto ao lado, Obito despertava em outra atmosfera. A claridade filtrada pelas cortinas esfarrapadas não conseguia dissipar a sombra que parecia se agarrar ao ambiente. Ele abriu os olhos devagar, o corpo rígido como se tivesse dormido em vigília. Um peso incômodo se instalava em seu peito desde a noite anterior, um pressentimento que se recusava a ir embora.
Sentou-se, apoiando o cotovelo no joelho, e levou a mão ao rosto. A máscara descansava sobre a mesinha próxima, mas a ausência dela não trazia alívio. Pelo contrário — era como se, sem a cobertura, estivesse ainda mais exposto ao que não conseguia nomear.
"Algo está errado", pensou, sentindo a nuca formigar. Não era medo. Medo ele já havia enterrado junto com tantas outras coisas. Era... outra coisa. Um alerta silencioso, um fio invisível puxando-o para um destino que ele não podia controlar.
Por um instante, deixou o olhar vagar pelo quarto. Tudo estava em ordem, mas o ambiente parecia estreito, sufocante. A missão que os aguardava não saía de sua mente, como se cada detalhe estratégico discutido na noite anterior fosse apenas a superfície de algo muito mais profundo e perigoso.
Deidara, certamente, acordaria sem dar importância a esses sinais. Riria, zombaria dele por estar "tão irritado logo cedo". E talvez fosse justamente isso que Obito precisava — a leveza inconsequente do parceiro para mascarar o próprio incômodo.
Obito decidiu levantar, afastando de si a sensação sufocante que o acompanhava desde o despertar. Vestiu-se com calma, conferiu a bolsa já arrumada para a missão: pergaminhos, provisões, algumas ferramentas shinobi. Tudo em ordem. Não havia desculpa para adiar.
Com um último olhar para o quarto vazio, ele empurrou a porta e seguiu pelo corredor frio. Os passos ecoavam pelo chão de pedra, e a quietude da base fazia parecer que o lugar respirava em silêncio. À medida que se aproximava da cozinha, o aroma de chá forte e pão aquecido quebrava a rigidez daquela atmosfera.
Ao entrar, encontrou alguns membros já reunidos ali. Kisame estava largado em um banco, rindo de algo que Zetsu havia acabado de comentar. Konan, de semblante sereno, mexia em uma chaleira, enquanto seus movimentos delicados contrastavam com o ambiente pesado da organização. Hidan mastigava de boca aberta, reclamando de alguma coisa.
Por um instante, tudo aquilo pareceu distante demais do pressentimento que roía por dentro de Obito. O cotidiano da Akatsuki seguia impassível, indiferente às sombras que ele sentia se aproximar.
Ele atravessou o espaço sem pressa, apenas com a firmeza controlada de alguém que não queria chamar atenção. Puxou uma cadeira no canto mais afastado da mesa, mantendo-se meio à parte, os olhos semicerrados por trás da máscara que havia colocado novamente antes de sair.
Obito estava servindo algumas coisas em silêncio, quando a tranquilidade pesada do ambiente foi interrompida. "Bom dia."
A voz de Deidara ecoou alta pela cozinha, vibrante demais para aquele espaço. Ele entrou com os cabelos loiros ainda um pouco bagunçados, passos largos e expressão preguiçosa, mas ao mesmo tempo cheio da confiança habitual.
Sem cerimônia, largou-se em uma cadeira próxima de Kisame e puxou um dos potes de comida. "Finalmente colocaram algo decente aqui. Quem diria!" Comentou, já se servindo.
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Devil In Disguise - Tobidei
FanfictionTobi finalmente se juntou a Akatsuki, e um parceiro barulhento era tudo que Deidara não precisava. "- Afinal, por que você fica com essa máscara o tempo todo? Você é tão feio assim? - Deidara disse em um tom sarcástico com uma pitada de maldade." Fa...
