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Outono

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Eu lhe escreveria mil versos
Entoaria canções à plenos pulmões
Rasgaria o peito e deixaria vazar o oceano que o habita
Me derramei em folhas infinitas
Para só assim tentar lhe fazer mensurar o sentimento que me toma
Feito maremoto
Tsunamis me escapam sorrateiros
Abalo sísmico no peito
O som das batidas do teu coração fazendo meu mundo girar mais devagar
E quando em teus olhos o meu olhar se encontra
Perceba a profundidade deles, mil estrelas faiscando
A hora não passa, o tempo parece não importar
Teu cabelo incandescente, cor de fogo
Fogo que me consome por dentro quando estamos juntos
O encontro dos nossos corpos soa como o mar em chamas
O pôr do sol em teu olhar sereno faz me deleitar tranquilo
Como numa tarde de outono, brisa leve e folhas secas ao vento se arrastando para longe

Poetisar, pedaços de um poetaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora