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Profano

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Não esqueci o teu cheiro
Nem quando vibrava ao meu toque
Teu corpo explodindo em prazer
Eu, feito fera a devorar sua presa
Endeusando teu corpo em cada detalhe
Lhe amando com as pontas dos dedos e da língua
Teu corpo ainda carrega a memória do meu beijo descendo lentamente
Encaixe magnético dos nossos corpos em transe
Magia que transcende o tempo e chama que não se apaga, como nas canções que tanto ouço
Nossos corpos carregam as memórias de nós
Os versos me levam pra longe
E eu só queria ter você por perto
Tentei lhe esquecer de mil maneiras
Como um pecado profano se fixou em mim
Marca que o tempo feroz foi incapaz de apagar
Apenas distancio meus pensamentos de você
Amaldiçoei-me toda vez que lhe desejei mais uma vez, feito uma dose que me embriaga por completo
A ressaca de provar mais um gole desse teu amargo amor fazia-me vomitar palavras confusas
Queimava meu estômago incendiando os jardins que lhe cultivei

Perdão novamente, pedi um gole
Sofri overdose.

Poetisar, pedaços de um poetaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora