1° TEMPORADA
Hanna achou que ia passar só mais umas férias comuns na fazenda dos avós... até conhecer o Philipe. Logo de cara, eles não se dão bem...pra ele, ela é só uma patricinha mimada; pra ela, ele não passa de um caipira irritante. Entre prov...
Para todas as loucas que vivem pela adrenalina e que acabam se apaixonando pelo tipo errado....esse livro é pra você.
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PHILIPE RYDER
O despertador tocou antes mesmo de eu conseguir entender onde eu tava. Aquele som irritante, alto demais, insistente... completamente diferente do canto dos galos que costumavam me arrancar da cama lá na fazenda. Por um segundo, ainda meio perdido entre o sono e a realidade, eu quase esperei ouvir o vento batendo nas folhas, o barulho da porteira, alguém chamando lá fora pra trabalhar.
Mas não.
Só o despertador mesmo. Passei a mão pelo criado-mudo, tateando até encontrar o celular. Demorei um pouco mais do que devia, como se até meu próprio quarto ainda fosse um lugar desconhecido. Quando finalmente desliguei o alarme, o silêncio voltou de uma vez.
Fiquei olhando pro teto. Branco demais. Perfeito demais.Soltei um suspiro, passando a mão pelo rosto.
- Mais um dia...
Já fazia uma semana.
Uma semana desde que minha vida virou de cabeça pra baixo... ou talvez só mudou de direção mesmo. Ainda não decidi qual dos dois.Me virei na cama, encarando o quarto, uma semana que me mudei pra cidade grande...pra casa do meu verdadeiro pai. E deixei minha velha vida pra trás. Tudo ali parecia cenário de revista. Organizado demais, limpo demais, bonito demais. Às vezes eu ainda tinha a sensação de que não podia nem mexer nas coisas direito, como se fosse bagunçar algo que não era meu.
Mas, de um jeito estranho... agora era. Sentei devagar na cama, apoiando os cotovelos nos joelhos.Eu ainda não tinha me acostumado.Provavelmente ia demorar.Mas também não dava pra dizer que eu não tava gostando.Soltei um riso baixo, balançando a cabeça. Se alguém me falasse, um tempo atrás, que eu ia acordar num quarto desse tamanho, numa casa dessas, indo estudar numa faculdade daquelas de risquinhos... eu não ia acreditar nem por um segundo. E nem que eu moraria com meu pai em uma bela mansão, confesso que ainda era bem estranho pra mim.
E, mesmo assim, ali tava eu.Passei a mão na nuca, respirando fundo ainda meio sonolento.A melhor parte de tudo isso... sem dúvida... era ele.
Meu pai.
Ainda era estranho pensar assim às vezes. Falar "meu pai" em voz alta, conviver com ele todos os dias, sentar pra tomar café, trocar ideia como se a gente estivesse tentando recuperar um tempo que nem sabia que tinha perdido.Mas eu tava gostando.Mais do que eu achei que ia.Ele tentava, do jeito dele. Às vezes meio travado, às vezes tentando compensar demais... mas dava pra ver que era de verdade.